O CELAM na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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O CELAM apresentou ao bispos brasileiros o seu processo de reestruturação e a Assembleia Eclesial da América Latina.
Padre Modino – CELAM

Dentro do programa da 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, de terça-feira, 13 de abril, o Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM, com a participação do seu presidente, dom Miguel Cabrejos, do seu Secretário-Geral Adjunto e dos coordenadores dos quatro novos centros que fazem parte da instituição, apresentou o processo de renovação da entidade e da Assembleia Eclesial da Igreja na América Latina e no Caribe.

Após uma breve oração de abertura, na qual foi feita uma revisão da realidade atual do continente, dos seus sofrimentos e esperanças, dom Miguel Cabrejos apresentou o processo de reestruturação do CELAM, baseado no método de ver, julgar e agir, historicamente presente na reflexão eclesial da América Latina e do Caribe.

A nova estrutura do episcopado latino-americano e caribenho nasce de um olhar crente sobre a realidade, que a partir da consciência de que tudo está interligado, analisa diferentes áreas. Daí nascem os desafios ao trabalho do CELAM e as oportunidades que se vislumbram. Do conceito da Igreja como Povo de Deus, enviado para tornar presente o Reino de Deus, destaca-se a vocação sinodal de todo o Povo de Deus, que deve conduzir a uma conversão pastoral da Igreja, como caminho de renovação e de reforma. Inspirado pelos quatro sonhos que aparecem na Querida Amazónia, a conversão é promovida em diferentes áreas: consciência de Igreja, ações pessoais e comunitárias, relações de igualdade e autoridade, e estruturas.

Quando se trata de agir, isto é concretizado nas orientações gerais para a renovação e reestruturação do CELAM, com base numa série de princípios que tornam possível uma proposta global para a renovação e reestruturação do CELAM, um processo que deverá estar concluído até 2033. Daqui nascem as prioridades pastorais, que serão coordenadas pelos quatro centros do CELAM: Gestão do Conhecimento, Formação – CEBITEPAL, Programas e Redes de Ação Pastoral e Comunicação. Cada um deles tem um bispo responsável e um coordenador. Cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga e Guillermo Sandoval; dom Paulo Cezar Costa e Susana Nuín; dom José Luis Azuaje e Mauricio López; dom Juan Carlos Cárdenas e Oscar Elizalde. Os coordenadores apresentaram brevemente aos bispos brasileiros o que constitui cada um dos centros.

Este processo tem vindo a tomar forma ao longo do tempo, como foi mostrado pelo padre David Jasso, secretário adjunto do CELAM, que apresentou os diferentes passos dados desde março de 2018, quando as diferentes conferências episcopais foram consultadas sobre como levar a cabo o processo de reestruturação do CELAM. Em maio de 2019, na 37ª Assembleia da entidade, realizada em Tegucigalpa, este mandato de reestruturação foi aprovado. Desde então, primeiro pessoalmente e depois virtualmente, têm sido realizadas reuniões que ajudaram a tomar medidas na reestruturação do Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe, um processo que deve ser aprovado na 38ª Assembleia Geral do CELAM, a realizar no próximo mês de maio.

Um elemento importante na nova estrutura do CELAM é a sua articulação e transversalidade pastoral, que foi apresentada por Mauricio Lopez. Dentro das prioridades do CELAM, Migração – Refugiados e Tráfico, e Ministerialidade – Serviços – Carismas, foram apresentados o papel e funções de cada um dos centros do CELAM. No caso da primeira prioridade, foi destacado o papel da Rede CLAMOR, onde estão presentes as Pastorais da Mobilidade Humana de cada uma das Conferências Episcopais, congregações e centros e instâncias afins.

Após um tempo de diálogo, no qual os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer as suas dúvidas sobre este processo de renovação do CELAM, o seu presidente, dom Miguel Cabrejos, apresentou a 38ª Assembleia Geral Ordinária do CELAM e a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe. A proposta é que em cada uma das Conferências Episcopais seja criada uma Equipe de Animação da Assembleia Eclesial para encorajar a participação do Povo de Deus, para receber o material enviado, para impulsionar o itinerário espiritual, para recolher as preocupações e para responder às perguntas, servindo assim de elo de ligação entre a Conferência Episcopal e a Comissão Organizadora da Assembleia. Sugere-se que representantes do episcopado, sacerdotes, diáconos permanentes, vida consagrada e leigos estejam presentes nesta comissão, juntamente com uma pessoa da área da comunicação. Os membros da Assembleia e a metodologia pastoral da Assembleia serão definidos no futuro.

Fonte- Vatican News

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