Diocese de Caratinga,100 anos de instalação canônica .

A Diocese de Caratinga foi criada pela Bula do Papa Bento XV, Pastorale Romani Pontificis Officium, de 15 de dezembro de 1915, toda ela desmembrada da Arquidiocese de Mariana. Foi instalada aos 7 de março de 1920, com a posse de seu primeiro Bispo Diocesano Dom Carloto Fernandes da Silva Távora, que exerceu seu bispado assessorado por Monsenhor Aristides Marques da Rocha.
O atual Bispo Diocesano é Dom Emanuel Messias de Oliveira, tomou posse aos 20 de maio de 2011.

A Diocese de Caratinga localiza-se no leste do Estado de Minas Gerais, nas regiões chamadas Zona da Mata e Zona do Rio Doce, fazendo divisas com os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Limita-se ao Norte com a Diocese de Governador Valadares (MG); ao Sul, com Leopoldina (MG) e Campos (RJ); a Leste com Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Arquidiocese de Vitória (ES); e, a oeste, com Itabira-Fabriciano (MG) e Arquidiocese de Mariana (MG).

Os gnaisses bastante presentes na região, intercalados por rochas básicas, são responsáveis pelo seu solo vermelho-amarelo, com elevados teores de óxido de ferro, próprio para o cultivo do café.

A região é muito montanhosa, abrigando especialmente a Serra do Caparaó, onde está situado o terceiro pico mais alto do Brasil, o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude.
O café é o principal componente econômico desta região. Nos fundos de vales, predominam os cultivos temporários (milho, feijão, arroz, hortigranjeiros) e, nas encostas, muitas pastagens para o gado bovino.

A região possui pequenas florestas, capoeiras, pastagens e lavouras. Temos ainda algumas reservas florestais da Mata Atlântica, onde se encontram variedades de fauna e flora em extinção. Um terço da população remanescente dos mono-carvoeiros Muriquis, o maior primata do continente americano, se encontra na Estação Biológica de Caratinga.

O clima da região é ameno, situando-se numa média de 20º a 30º, numa zona marcadamente tropical. Há predominância de dois períodos bem distintos, um chuvoso e outro seco.
O subsistema hidrográfico desta região de Minas Gerais compõe-se de rios que desaguam diretamente no Oceano Atlântico. A parte sul da Diocese, região de Carangola, pertence à bacia do Rio Paraíba; e o centro e norte, à bacia do Rio Doce.

O povoamento da região da Diocese de Caratinga se deu na segunda metade do século XIX, iniciando-se pela parte sul, onde se situam as paróquias de Tombos (1852), São Francisco do Glória (1858) e Carangola (1866). Depois, vieram as paróquias da parte central: Santa Margarida (1866), Manhuaçu (1875) e Simonésia (1877). A região do extremo norte, às margens do Rio Doce, era ainda habitada por tribos indígenas, os ferozes botocudos e, ao centro, os mansos puris. A região da cidade de Caratinga teve seu povoamento iniciado em 1841, passando-se a Paróquia em 1873 e, a cidade, em 1892.