Dez anos sem Zilda Arns: a médica que dedicou a sua vida inteira na luta contra a mortalidade infantil

A pediatra fortalecia a importância da amamentação, ensinava como fazer o soro caseiro e instruía as mães para que as crianças crescessem saudáveis

Há dez anos, o mundo perdia a idealizadora do maior programa de combate à mortalidade infantil do mundo. A médica Zilda Arns, criadora da Pastoral da Criança, morreu durante um terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010.

Tudo começou na pequena cidade de Florestópolis, cidade do Norte do Paraná. Por lá, as crianças já nasciam fadadas à morte: a cada 1.000 crianças, 127 morriam logo depois.

Foi em 1983 que, então, a madre Eugenia Pietá procurou a doutora Zilda Arns porque não suportava mais enterrar túmulos pequenos com os anjinhos dentro.

A pediatra deu início a Pastoral da Criança, o maior movimento de combate a mortalidade infantil, que fez despencar o índice de mortes de 127 para 28 a cada mil crianças que nasciam.

A Pastoral atravessou limites e chegou nas regiões mais precárias, onde médico nenhum havia chegado. Por onde passavam, o grupo distribuía para as mamães a famosa ‘multimistura’, uma farinha rica em nutrientes que aproveita alimentos simples como farelo de arroz, sementes de abóboras, folhas de mandioca e até cascas de ovos.

“Na época, isso envolveu a comunidade, professores, médicos… Todo mundo que tinha um grau a mais foi fazer parte dessa ideia que a doutora Zilda e o senhor Geraldo Magela trouxeram para Florestópolis”, conta Sônia Maria Ferreira, líder da Pastoral da Criança.

Fonte- G1.com