“Dar razões da própria esperança” (1Pd 3, 15)

Em tempos de crises, de incertezas e, muitas vezes, de desespero, é preciso, urgentemente, observarmos as exortações de São Pedro em suas cartas.

Sabemos que a situação mundial é alarmante, por isso, obedeçam às autoridades eclesiásticas e civis. Fiquem em casa!

Assim, façam desse pedido, um projeto de vida quaresmal: faça da sua casa um deserto espiritual. A exemplo de Jesus que se retirou do meio da multidão, do cotidiano, para rezar, para  se resistir às tentações e compreender melhor o projeto do Pai para Ele.

É tempo de deserto, de silêncio, de orações, mas, sobretudo, tempo de “Dar razões da própria esperança” (1Pd 3, 15).

Que esperanças nós temos nessa situação mundial?

A nossa esperança, de cristãos, é sempre alcançarmos a felicidade plena: a santidade. Mas a todos os outros cidadãos, em outras denominações religiosas, tenham esperanças de uma humanidade melhor.

Santa Tereza de Calcutá dizia que, “para mudar o mundo, primeiro, vá para casa e ame sua família”.

Portanto, em tempos de ficarmos em casa, amemos nossas famílias. Rezemos juntos. Criemos planos. Ensinem vossos filhos aquelas brincadeiras antigas: pique esconde; adedanha; baralho; criem projetos de artesanato… ensinem vossos filhos a cozinharem, a cuidarem do ambiente; faça uma limpeza em seus armários, tirando o que é supérfluo. Conversem mais.

E, ainda, desliguem um pouco das mídias, que as vezes há tantas fake News. Repito, conversem em família, conheça seus filhos. Talvez em outrora, cada um ficava em seu próprio “mundinho virtual”. É tempo de ter esperanças e de criar boas esperanças.

Use as redes sociais para “chamadas de vídeo” e rezem no grupo, que talvez fosse de fofocas, agora seja para ajudar e dar forças aos profissionais de saúde.

Em tudo isso, nesses dias de pressão midiática, sejamos “responsáveis por nós e pela humanidade inteira” (Sartre). Sejamos a esperança de um mundo desacreditado. Sejamos a alegria de alguém que já sente o “tédio” da quarentena.

Força! Criatividade! Oração! E, repito, fiquem em casa!

Texto= Evandro – Seminário Nossa Senhora do Rosário