Bispos Diocesanos

Histórico da trajetória bispos

A diocese ao ser criada foi administrada por dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Somente em 28 de janeiro de 1918, foi eleito o primeiro bispo: dom Joaquim Mamede da Silva Leite, auxiliar de Campinas, que não aceitou ser transferido para Caratinga. Em 4 de abril de 1918, é escolhido para bispo de Caratinga monsenhor Manoel Nogueira Duarte, que alegou ser impossível um bispo se manter com as rendas que Caratinga oferecia e também não aceitou ser o bispo da diocese. Como estava demorando muito a vinda de um bispo, dom Silvério nomeou, aos 19 de fevereiro de 1919, cônego Aristides Marques da Rocha, carinhosamente chamado aqui de monsenhor Rocha, como vigário forâneo de Caratinga. Em 19 de dezembro de 1919, monsenhor Carloto Fernandes da Silva Távora foi eleito e aceitou ser bispo de Caratinga, tomou posse do bispado no dia 6 de março de 1920. E faleceu em 27 de novembro de 1933. Após a morte de Dom Carloto, monsenhor Rocha foi eleito para vigário capitular, no dia 1º de dezembro de 1933. No dia 6 de janeiro de 1935 tomou posse dom José Maria Pereira Lara, transferido da diocese de Santos, São Paulo. Ficou pouco tempo no governo da diocese, faleceu no ano seguinte no dia 8 de agosto. Novamente monsenhor Rocha assume o comando da diocese, como vigário capitular. Depois de dois anos foi eleito padre João Batista Cavati, que tomou posse da sede episcopal no dia 13 de novembro de 1938, ficando na diocese por dezoito anos. Sua renúncia foi aceita aos 30 de outubro de 1956, quando monsenhor Rocha assume a direção da diocese pela quarta vez. No dia 19 de agosto de 1957, dom José Eugênio Corrêa foi eleito bispo da diocese e foi sagrado no dia 10 de novembro do mesmo ano. O marco do governo de dom Corrêa é a instituição das “Conferências Religiosas Populares” para a instrução religiosa dos adultos. E também merece destaque o empenho com o Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário que iniciou em sua própria casa. Ele deixou a diocese dia 6 de dezembro de 1978. Com a saída de dom Corrêa, veio dom Hélio Gonçalves Heleno que ficou na diocese por trinta e dois anos, de 24 de março de 1979 a 20 de maio de 2011. Dom Hélio faleceu no dia 4 de setembro de 2012. Dom Emanuel Messias de Oliveira, natural de Salinas, MG, é o atual bispo da diocese. Sua posse aconteceu em 20 de maio de 2011, quando veio transferido de Guanhães, MG. O sexto bispo da diocese tem se destacado pelo investimento na formação pastoral na diocese, com grandes incentivos a estudos e encontros de grande porte.

Dom Carloto Fernandes da Silva Távora 1920 – 1933Nasceu na fazenda Boa Altura, na então vila de Jaguaribe-Mirim, atual município de Jaguaribe, no Estado do Ceará, filho de Idalina Alves de Lima e de Antônio Fernandes da Silva. Eram seus irmãos, entre outros, o Monsenhor Antônio Távora e os doutores Belisário e Elisiário Távora, e tio de Juarez, Joaquim e Manuel do Nascimento Fernandes Távora. Ordenado Presbítero em 02/07/1889, ordenado bispo em 25/01/1920 . Esteve à  frente da Diocese de Caratinga de 07/03/1920 a 27/11/1933, quando faleceu de acidente automobilístico. Foi o Bispo Missionário.

Dom José Maria Parreira Lara 1935 – 1936Nasceu em Rezende Costa, MG, em 03/06/1885. Ordenado Presbítero a 18/04/1911, ordenado bispo em 11/02/1925. Dirigiu a Diocese de Caratinga de 06/01/1935 até seu falecimento em 08/08/1936, quando realizava visita pastoral à Paróquia São Manoel em Mutum. Foi o Bispo das Crianças.

Dom João Batista Cavati, CM 1938 – 1956Nasceu em Todos os Santos, ES, em 05/05/1892. Ordenado presbítero a 20/03/1920, ordenado bispo em 30/10/1938. Dirigiu a Diocese de Caratinga de 13/11/1938 a 30/10/1956 quando o Santo Padre aceitou seu pedido de renúncia por motivo de doença. Faleceu na sede da diocese, com 92 anos de idade, na época o mais velho do Brasil em 30/06/1987. Foi o Bispo das Vocações Sacerdotais e das Escolas Católicas.

Dom José Eugênio Corrêa 1957 – 1978Nasceu em Lima Duarte, MG, em 30/05/1914. Ordenado presbítero a 26/10/1941, ordenado bispo em 10/11/1957. Dirigiu a Diocese de Caratinga de 12/11/1957 a 06/02/1978 quando o Santo Padre aceitou seu pedido de renúncia. Criou o atual Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário e deu grande impulso à catequese de adultos e a toda a vida religiosa da diocese.  Faleceu em 28/01/2010, em Juiz de Fora, MG, onde residia desde sua renúncia em 1978. Foi o Bispo do Concílio e das Comunidades.

Dom Hélio Gonçalves Heleno 1978 – 2011Nasceu a 18/05/1935 em Cipotânea. Filho de José Francisco Heleno e Maria Francisca de Almeida, fez seus estudos em sua terra natal e no Seminário Menor de Mariana. Cursou Filosofia (1955-1957) e Teologia (1958-1961) no Seminário Maior São José, também em Mariana. Foi ordenado presbítero aos 03/12/1961, em Mariana, por Dom Oscar de Oliveira. Na arquidiocese de Mariana foi vigário cooperador na paróquia de Entre Rios de Minas (1962-1965), pároco de São Pedro dos Ferros (1966-1971) e pároco de São Manoel, em Rio Pomba (1972-1978), onde também foi vigário forâneo. Revalidou seus estudos filosóficos na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del-Rei, com registro em Filosofia, Sociologia e História em 1972. Foi eleito bispo diocesano de Caratinga, aos 27 de novembro de 1978. Recebeu a sagração episcopal aos 22 de fevereiro de 1979 em São Manoel do Rio Pomba. Tomou posse em Caratinga aos 24 de março desse mesmo ano. Seu lema episcopal é Propter Regnum Dei (Por causa do Reino de Deus). No dia 16 de fevereiro de 2011 foi aceito seu pedido de renúncia, quando então tornou-se bispo emérito de Caratinga. No dia 4 de setembro de 2012 faleceu vítima de pneumonia grave, falência múltipla dos órgãos, insuficiência respiratória e sepse foco pulmonar. Dom Hélio comandou uma das dioceses de maior extensão geográfica da Regional Leste 2 da CNBB, com quase 50 paróquias, durante 32 anos.

Dom Emanuel Messias de Oliveira 2011 – Nosso bispo, Dom Emanuel Messias de Oliveira, é mineiro da cidade de Salinas. Nasceu no dia 22 de abril de 1948. Criado numa família simples e muito religiosa, é o 3º filho do casal Deoclides e Maria Angélica, tendo mais sete irmãos. Por ordem de nascimento, seus irmãos são: Djalma e Wilson (já falecidos), Clarice, Geraldo, Amintas, Carlos, Maria de Fátima e Renato (estes dois últimos, adotivos). Na casa de Emanuel era costume a reza do terço, com direito de abrir boca na hora de rezar. Era só começar a rezar que os irmãos começavam a abrir boca. Sua mãe rezava muito e desejava muito um filho padre. Quando ainda criança, com a idade de cinco para seis anos, sua família mudou-se para Governador Valadares. Em Valadares a vida não foi fácil. O pai, com muito trabalho, sustentava a numerosa família puxando toras da fazenda de seu irmão. Emanuel mesmo vendia jiló do quintal para ajudar nas despesas de casa. As coisas começaram a melhorar quando seu pai vendeu o caminhão e colocou uma padaria. Veja mais…