Apresentação Logo PASCOM – Paróquia São Sebastião do Santíssimo Sacramento.

A configuração com Cristo é a própria finalidade de nossa vida cristã ordenada para a nossa santificação, inclusive com vistas a glorificação de Deus, finalidade última e absoluta da criação. Assim, só seremos santos na medida em que vivamos a vida de Cristo ou, melhor, ainda, na medida em que Cristo viva sua vida em nós. O processo de santificação é um processo de cristificação. O cristão deve converter-se em outro Cristo. Por isso, sob a inspiração do Espírito Santo, nestas terras, as quais somos adoradores do Santíssimo Sacramento e protegidos pela intercessão de São Sebastião, com forte motivação de nossos padres, Roberto Carlos e João Batista, criamos a equipe da Pastoral da Comunicação – PASCOM e, consequentemente, essa LOGO.

Por isso, com auxílio do próprio tema deste ano – “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história” –, lançamos, oficialmente, nossa LOGO, descrevendo, assim, um pouco da nossa História paroquial.

Vejamos, cada símbolo descrito, separadamente:

  • O escudo: percebe-se o formato externo semelhante a um escudo, o qual foi pensado, propositalmente, por causa de nosso padroeiro São Sebastião. O escudo foi utilizado pelos infames romanos desde a fundação de Roma (753 a. C) até a Queda do Império Romano (476 d. C). Sua principal função era cobrir o corpo do soldado contra a ofensiva inimiga. São Sebastião era um soldado que servia ao Império Romano, no entanto, muito mais que um simples soldado, ele foi defensor das causas de Cristo, guardando os cristãos da perseguição. A exemplo de nosso padroeiro, tenhamos, não apenas um escudo exterior, mas, principalmente, o escudo das virtudes contra os pecados e inimigo que nos impede de comunicar a mensagem do Evangelho.
  • As cores – Vermelho e Dourado: O vermelho nos lembra o martírio, o qual sofreu São Sebastião. Nós, também, somos martirizados todos os dias com pequenos desafios relacionados à comunicação. O dourado nos lembra a Divindade e Humanidade de Cristo, com o qual, somos convidados, pelas palavras do Evangelho, a seguir por Ele que é o próprio modelo e o Caminho de nosso itinerário cristão.
  • As flechas: elas, ainda, nos fazem recordar de nosso padroeiro que foi martirizado a flechadas. Haverá muitas flechas ao longo da jornada da equipe, mas, com a intercessão de São Sebastião, sejamos firmes e convictos no anúncio do Verbo.
  • O ostensório: além da intercessão de São Sebastião somos, também, consagrados ao Santíssimo Sacramento. Nessa imagem, lembramos da Eucaristia que é o mais excelente e sublime de todos os sacramentos, o fim para o qual se ordenam todos eles, o centro de toda a vida cristã, o meio mais eficaz e poderoso para elevar-nos aos mais altos cumes da união com Deus. Nossa missão sempre será começada aos pés do Mestre, presente no Santíssimo Sacramento. É nessa hora misteriosa, que ouviremos a voz do Senhor no mais íntimo da alma. Não há necessidade de erudição nem eloquência para isso, mas unicamente amar muito o Senhor e ter para com Ele uma confiança e simplicidade infantil de uma criança com seu pai amantíssimo.
  • A cruz: Escolhemos o desenho do Ostensório em formato de Cruz para lembrar a todos, o nosso símbolo. Não há seguimento a Cristo sem cruzes. Pois, se é verdade que pertencer à Igreja confere ao cristão o maior selo de glória e graça especialíssima de Cristo, não é menos verdade que essa sua excelsa condição traz consigo tremendas responsabilidades. Nós somos outros ‘Cirineus’ que ajudam Cristo a carregar a pesada cruz redentora da humidade e da comunicação da Boa Nova.
  • Os raios do Ostensório: ainda no desenho do Ostensório, escolhemos colocar 18 raios, representando cada uma de nossas comunidades: A Paróquia, Comunidade-matriz São Sebastião, foi criada canonicamente no dia 21 de outubro de 1878; comunidade Palmeiras (1870, Santo Antônio); comunidade Soledade (1875, Nª Srª da Soledade); comunidade Palmeirinha (1878 – São Barnabé); comunidade Santa Luzia (1926, Santa Luzia); comunidade São Pedro do Avaí (1936/1959) – São Pedro criada em 1936, pertencendo à Paróquia de Santa Helena; e em 1959, passou a pertencer à Paróquia de Sacramento – São Pedro); comunidade Vila de Fátima (1954, Nª Srª do Rosário de Fátima); comunidade Dom Corrêa (1962, Nª Srª do Amor Divino); comunidade Raposos (1976, São Geraldo); comunidade São Caetano (1976, São Caetano); comunidade Bom Jardim (1976, São João Batista); comunidade Laje (1982, Nª Srª Aparecida); comunidade Serra do Ouro (1983, São Domingos); comunidade Diniz (1985, São José); comunidade Santa Catarina, (1990, Santa Catarina de Sena); comunidade São Bento (1992, São Bento); comunidade São Geraldo (1993, São Geraldo); comunidade Santo Antônio (2004, Santo Antônio), cuja representação é a unidade. Perceba que todos estão ligados no centro, que é Cristo, e, ao mesmo tempo, todos partem para diferentes lados, obedecendo ao mandato de Cristo: “Ide a todos os povos e pregai o Evangelho.”
  • O diafragma: representa nosso desejo ardente de comunicar o Verbo de Deus, Jesus Cristo, através de nossas lentes. Ainda, é bom lembrar que é pelo diafragma que os fotógrafos controlam a entrada de luz nas lentes, no entanto, não tenhamos medo de deixar as luzes de Cristo penetrar as nossas almas.
  • A inscrição inferior: aqui, vemos a data da criação canônica paroquial, justamente com o nome da paróquia. Através disso, está representado toda nossa História, todas as pastorais e movimentos, enfim, todos que contribuíram e, ainda, contribuem para que nossa História possa acontecer.
  • A inscrição superior: escolhemos usar a fonte semelhante à da PASCOM Brasil, lembrando da unidade nacional que devemos ter enquanto comunicadores. Não somos uma Igreja isolada, mas uma Igreja conectada e atenta aos desafios e propostas apresentada a nós através dos documentos.

Portanto, a nossa PASCOM tem por ideais, uma motivação de, além dos princípios fundamentais dessa pastoral descritos em todos os documentos, valorizar a História de nossa Paróquia, com seus 142 anos de criação canônica. Lembro aqui da carta do Papa Francisco para o 54° dia Mundial das Comunicações Sociais de 2020 – cuja comemoração é feita no dia de hoje – que diz: “Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crónica dos fatos, mudam o sentido e a perspectiva. Narrarmo-nos ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, cosendo as rupturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!”

Sob a proteção de São Sebastião e iluminados pelos raios do Santíssimo Sacramento, sejamos bons pasconeiros e anunciadores do Verbo através da História e da comunicação.

 

Evandro de Pádua Marcial