Uma rápida visão do Cântico de Maria

Autor Claudio Geraldo | Data 3 de maio de 2017



Provavelmente, do ponto de vista histórico, o Magnificat (Lc 1, 39-56), texto já tenha sido cantado pelas primeiras comunidades cristãs – Novo Israel de Deus – louvando a intervenção de Deus em favor dos empobrecidos e contra os donos do dinheiro e do poder. Lucas percebe que ele fica bem na boca de Maria que encarna a esperança dos pobres e sua confiança no poder de Deus que inverte as situações. Ela se torna porta voz dos mais fracos.

 

Podemos observar no cântico uma introdução (vv.46b-47): é um louvor pela realização das esperanças dos pobres. Um corpo (48-53), onde vemos as maravilhas que Deus opera em favor dos humilhados. Deus exalta os humildes, aqui, na pessoa de Maria, realizando grandes obras em seu favor (vv. 48-49), fazendo chegar sua misericórdia a todos os que o temem. Depois, ele inverte as situações. No campo religioso, Deus dispersa os autossuficiente esoberbos (v.51).No campo político, ele nivela os homens, derrubando poderosos e elevando humildes (v.52). No campo social, outra inversão: enche de bens os famintos e esvazia as mãos dos ricos em vista da fraternidade (v.53).

 

Depois, temos uma conclusão, que ressalta a lembrança da promessa de Deus de ser misericordioso para com Israel e sua descendência.

 

Aqui cabe uma perguntinha para nossa meditação: Nós somos devotos de Maria, porque rezamos o Rosário, ou porque a imitamos na caridade-serviço e no seu modo revolucionário de encarar a vida?

Dom Emanuel Messias de Oliveira

Bispo diocesano de Caratinga

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