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Oblatos Beneditinos

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BREVE HISTORICO
O Mosteiro São João, situado na cidade de Campos do Jordão, Estado de São Paulo, Brasil, foi fundado em 1964, pela Reverenda Madre Margarida Hertel. Madre Margarida Hertel caracterizou-se pela sua vida de total doação à Deus, feita de renúncias a exemplo de Abraão. Alemã de nascimento foi enviada à Dinamarca e de lá para o Brasil, onde fundou o Mosteiro de Nossa Senhora da Glória, na cidade de Uberaba. E, novamente chamada a sair de sua terra, fundou um novo Mosteiro na cidade de Campos do Jordão: Mosteiro de São João. Nossas irmãs, que se consideram filhas de Madre Margarida, sentem muito orgulho desta monja que soube dizer sim ao chamado de Deus, e foi forte em todos os momentos difíceis que se lhe apresentaram.
O Mosteiro de São João é composto de monjas da Ordem de São Bento, cujo carisma é a vida contemplativa. Seu lema é “Ora et Labora”. Através da oração e do trabalho contemplam a Deus e todas as suas maravilhas e intercedem por toda a humanidade. A contemplação se dá não só nos momentos de oração e silêncio como também no exercício da caridade e do serviço ao próximo, razão pela qual mantém nas dependências do Mosteiro uma Obra Social.
No momento são trinta irmãs vivendo do seu próprio trabalho que inclui não só a arte da colagem de ícones, trazida ao Brasil pelas irmãs fundadoras como também trabalhos em pirogravura. Os cartões e cadernos feitos com flores são uma referência do artesanato das Monjas. Além disso, a padaria produz biscoitos, bolos e pães, assim como geléias, muito procurados em sua lojinha.
O Mosteiro de São João desenvolve também o trabalho de Catequese, com a preparação de crianças para a 1ª Eucaristia e de adolescentes para a Crisma. Os encontros acontecem aos sábados após a Santa Missa.
Localizado em Campos do Jordão/SP, estância turística famosa por suas belezas naturais, o Mosteiro de São João viu crescer nos últimos anos o número de favelas e a carência de recursos à população que nela reside. Dando continuidade ao trabalho iniciado por Ir. Andréia Stolz, o Mosteiro mantém uma Obra Social que abriga o Clube de Mães com aulas de tricot, crochet, bordado e corte e costura. Havia também um plantão social que atendia às necessidades de remédios, mantimentos e roupas de pessoas carentes que residem no entorno. Hoje em dia, devido à sérias dificuldades financeiras, este plantão se restringe apenas à distribuição de cestas básicas à famílias cadastradas, que atinge o número de vinte e duas.
A VIDA DIÁRIA DO MOSTEIRO
A oração ocupa um lugar de destaque em nossa rotina diária. Reunimo-nos sete vezes por dia para rezarmos. Levantamo-nos às 05:50 horas da manhã, e nosso dia termina às 21;30. Durante o dia nos reunimos sete vezes para rezar o Ofício Divino e a celebração da Missa. Após a Missa dedicam-se ao trabalho, seja doméstico, seja artesanal. Em seguida ao almoço, fazem o recreio, e então as irmãs se recolhem à suas celas para o repouso. Após o Ofício de Noa, as irmãs que estão em formação recebem aulas, tem seu horário de estudos e fazem leitura espiritual. E as professas solenes vão para seu trabalho e leitura espiritual. Também as professas solenes recebem formação permanente que é dada pela própria Abadessa ou monges que vem ministrar um curso sobre a vida monástica.A reza do terço tem uma g rande importância na vida de oração, sendo realizada em comunidade todos os domingos. Uma vez por mês fazem retiro às primeiras sexta-feiras, com adoração eucarística.
MISSÃO NA DINAMARCA
Como é notório, os Mosteiros na Europa estão se esvaziando, devido ao secularismo da população. Na Dinamarca, em Birkerod, situa-se o Mosteiro de Nossa Senhora (Vor Frue Kloster) de onde vieram as fundadoras do Mosteiro São João. Este Mosteiro mãe, atualmente, conta com apenas duas monjas, razão pela qual as monjas de Campos do Jordão assumiram a missão de revitalizá-lo. Quatro monjas do Mosteiro São João estão na Dinamarca para esse fim.
OS OBLATOS
No momento, o Mosteiro possui um grupo de oblatos que conta com quarenta e seis participantes entre oblatos, noviços, postulantes e candidatos, de diversas partes do país (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo). Na cidade de Campos do Jordão se reúnem uma vez ao mês para discussões de temas referentes à Regra de São Bento e à vida monástica beneditina. Na cidade de Caratinga, Minas Gerais, formou um grupo de oblatos, que se reúnem todas as segundas-feiras e na cidade do Rio de Janeiro, há um pequeno grupo que se reúne todas sexta-feira.
Nossa primeira oblação data de 1987, e a partir daí o grupo vem crescendo paulatinamente. Contamos hoje com 15 oblatos, 6 noviços e 10 postulantes.
Os Oblatos da Diocese de Caratinga
Por volta do ano de 2007, Ir. Maria José, uma das monjas do Mosteiro São João, nascida em Caratinga, cuja família vive nesta cidade, passou a freqüentar a Casa de Maria e sua obra social. Como grande catequista e apóstola que era, divulgou a obra de São Bento para os participantes desta Casa. Alguns deles se apaixonaram por este ideal e manifestaram o desejo de serem oblatos. A partir daí a própria Ir. Maria José lhes ministrou os primeiros passos na formação e os levou até Campos do Jordão, onde fizeram o seu primeiro retiro espiritual. A partir daí, anualmente, os membros do grupo fazem um retiro anual no Mosteiro, ocasião na qual recebem formação, tem momentos de oração, aconselhamento e celebrativos.
Por morarem em cidade tão distante do Mosteiro, tem características peculiares, pois reúnem-se semanalmente para rezar o Ofício de Vésperas e terem o seu momento de formação. O grupo de oblatos de Caratinga é bem participante da vida da diocese como verdadeiros filhos da Igreja. Além disso, por serem em sua maioria membros da Casa de Maria, tem uma espiritualidade também mariana.  Possuem uma coordenação local, sujeita à diretora dos oblatos e suas assistentes, bem como à Abadessa do Mosteiro São João. Além disso, possuem um padre na qualidade de orientador espiritual do grupo, que é Padre Ademilson.
A diretora dos oblatos é uma monja de votos perpétuos designada pela Abadessa do Mosteiro para exercer essa função, contando com assistentes. Atualmente, a diretora dos oblatos do Mosteiro São João é Ir. Maria de Fátima Guimarães, OSB, que conta com a colaboração de Ir. Maria Hildegardis Gomes, OSB e Ir.Maria de Nazaré Campos , OSB. A Abadessa do Mosteiro é Madre Myriam de Castro, OSB, é a segunda abadessa do Mosteiro, eleita em 14 de maio de 2001, e que recebeu a benção abacial em 01 de julho de 2001, das mãos do bispo diocesano, D. Carmo João Rhoden.

II - O Oblato Beneditino é já um cristão que, impulsionado pelo desejo de levar uma vida mais perfeitamente de acordo com o ideal do Evangelho, filia-se a uma família monástica de sua escolha, por um laço de ordem espiritual,a fim de poder, graças a essa filiação, participar dos méritos desta comunidade, buscando nesta comunhão vital, um acréscimo de fervor e de generosidade no serviço de Deus
A Oblação não é uma Ordem Terceira – o Oblato se prende, direta e individualmente a um mosteiro bem determinado por um laço estritamente pessoal.
Trata-se de entrar em uma família religiosa da qual se tornará membro na qualidade de Oblato
NOÇÕES GERAIS DA OBLAÇÃO
1. A oblação constitui, pois, um “caminho de perfeição” oferecido aos que, entre as mais variadas formas de que se pode revestir a perfeição cristã, através da diversidade das Ordens Religiosas e das orientações espirituais que elas concretizam, sentem-se mais atraídos pelo espírito que informa a vida monástica, tal como a concebeu e organizou São Bento;
2. A preeminência reservada ao Louvor Divino, se explica e se justifica duplamente, quer seja o enfoque do ponto de vista de Deus, ou do ponto de vista do homem, pois pode-se considerar o Louvor Divino quer como fim principal do monge, quer como meio privilegiado de sua santificação.
2.1 - Na primeira perspectiva dir-se-à que o monge é, por definição e antes de mais nada, “um homem que procura à Deus”. Daí decorre que a oração litúrgica é o primeiro e o mais importante dos meios que utiliza para alcançar esta finalidade, desde que  -  e isso é importantíssimo – tal meio venha acompanhado de outras práticas que tendem a situar o homem num ambiente de recolhimento, de silêncio, de desprendimento e de humildade, a fim de criar em sua alma um clima de ordem, harmonia e paz, favoráveis ao desenvolvimento do espírito de oração. (não nos esqueçamos que a PAZ é um dos lemas de São Bento).
3. O objetivo dos oblatos é viver o espírito da Santa Regra, praticando na medida das situações pessoais e de acordo com as circunstâncias em que a Divina Providência os coloca, as virtudes monásticas, unindo-se da melhor forma possível , recitando Laudes, Vésperas e Completas
Para chegar a esse ideal de perfeição cristã, eles têm, primeiramente, à sua disposição, os recursos sobrenaturais, que a Igreja lhes oferece: a Missa, os Sacramentos, a prece litúrgica, o ensino religioso, as pregações, a direção espiritual, etc.; têm ainda, se a isso se dedicarem, possibilidade de leitura, meditações, reflexões, orações pessoais e as obras de caridade e do apostolado que poderão exercer.
COMO TORNAR-SE OBLATO
15.  Logo que alguém se sente atraído a viver uma vida profundamente cristã, permanecendo no mundo, e constata que a espiritualidade da Regra de São Bento é a ideal para realizar este anseio, pode-se dizer que duas condições fundamentais já estão reunidas. Mas a segunda pressupõe que tal pessoa já adquiriu algum conhecimento do espírito de São Bento, seja por leitura da Santa Regra, (o texto original ou algum complemento ou comentário), seja, sobretudo, por contatos mais ou menos assíduos com um mosteiro.
Em se tratando de coisa tão séria, uma tal decisão emanará, em primeiro lugar, reflexão, e, mais ainda, oração, para obter do Espírito Santo, uma luz sobrenatural assegurando que esta é realmente a vontade de Deus.
Os candidatos à Oblação apresentam seu pedido ao padre diretor dos oblatos, que lhes fornece as informações e esclarecimentos necessários.
15.1 – A partir daí, são submetidos a alguns meses, por um período de “postulantado”. Já que desejam entrar para a família espiritual do mosteiro, é natural que este recolha informações sobre os candidatos, tais como: situação familiar, vida cristã, vida paroquial, etc., a fim de verificar se esta vontade de participar da vida do mosteiro como oblato não passa de simples entusiasmo passageiro.
15.3 – Depois de mais ou menos um ano, o postulante é admitido ao “noviciado”. Numa pequena e discreta cerimônia, na igreja do mosteiro, ele recebe o Escapulário, que se constitui no sinal de seu ingresso na família monástica.
A duração do noviciado é de, no mínimo, um ano, não podendo ser abreviado. Por outro lado, pode muito bem ser prolongado, se as circunstâncias o exigirem ou também se o candidato não se sentir suficientemente preparado para um compromisso definitivo. Durante esse tempo, o “noviço” deverá esforçar-se por fazer uma leitura atenta da Regra, utilizando de preferência, um comentário da mesma.
15.4 – Terminado o tempo de noviciado, o noviço, é admitido para fazer sua Profissão. Comporta os mesmos elementos essenciais da Cerimônia de Profissão Monástica: interrogatório do noviço, que afirma publicamente sua intenção de dar-se ao mosteiro na qualidade de oblato; leitura da Carta de Profissão, que constitui o ato oficial desta doação; assinatura desta carta sobre o Altar, canto ou recitação do “Suscipe-me...” conforme a Regra de São Bento, prece de bênçãos em favor do novo oblato; enfim, declaração de sua admissão na família monástica.
15.5 – A carta que o oblato escreveu de seu próprio punho e assinou no Altar, é em seguida conservada nos arquivos do mosteiro. Em troca, uma carta de filiação, com a assinatura e selo do Abade, é remetida alguns dias mais tarde, ao novo professo, constituindo-se prova autêntica e permanente de que pertence, na qualidade de Oblato, ao mosteiro que é, de agora em diante, sua verdadeira família espiritual.
VIRTUDES FUNDAMENTAIS DA ESPIRITUALIDADE BENEDITINA
Os monges, e de maneira especial os religiosos, são cristãos que se colocam  deliberadamente, em condições, as mais favoráveis possíveis para alcançar a perfeição, na vida de união com Deus. Dentre os meios utilizados para atingir esse fim, como vimos, a prática integral dos conselhos evangélicos, pobreza, castidade e obediência, ocupam o primeiro posto.
Além dessas, iremos mencionar apenas mais três deles, que por possuírem características da espiritualidade dos monges, são qualificadas de monásticas: “Caridade Fraterna”, “Humildade” e “Silêncio”, virtudes essas, muito citadas por São Bento.
Convém esclarecer que os oblatos não fazem votos, mas vivem o espírito dos mesmos no mundo.

 

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