“Levanta-te e vai à grande cidade” (Jn 1,2). Este convite de Deus dirigido a Jonas e a toda comunidade nos faz deixar o comodismo. A grande cidade “mundo” precisa de uma Igreja samaritana, que seja luz para iluminar e sal para temperar, dar sabor. A grande cidade se aproxima da Igreja, a partir do momento em que a Igreja se aproxima dela. A Igreja se aproxima da cidade com o coração puro e acolhedor. A evangelização do meio urbano é o grande desafio na atualidade. Mesmo as pessoas que moram na zona rural já possuem uma mentalidade urbana.
A misericórdia e a compaixão de Deus são temas que perpassam todo o livro de Jonas. O profeta representa toda uma mentalidade nacionalista e xenófoba. O amor de Deus não tem fronteiras. A cidade Nínive é símbolo de um povo pagão. A mensagem de Deus precisa ecoar além fronteiras geográficas e ideológicas. O anúncio é a condição de Deus ser amado e querido por todos. “E Deus viu o que eles fizeram e desistiu do mal com que os tinha ameaçado” (cf. Jn 3, 10). Os ninivitas foram perdoados por Deus, enquanto Jonas e todo Israel se fecharam à misericórdia e bondade de Deus. A conversão não aconteceu no coração e na mentalidade de Israel. A lógica do amor de Deus não é a nossa, a justiça divina é a compaixão.
Agnel Martins Alves
Seminarista do 4º ano de Teologia







