Revista Diretrizes

Autor Elias Fernandes | Data 4 de dezembro de 2012



Cristãos leigos, membros do povo de Deus

No último domingo de novembro, festa de Cristo Rei, celebrou-se também o Dia do Leigo e da Leiga.

A vocação ao laicato tem também um tom todo especial, mas muitas vezes fica esquecida. É o resultado de um longo processo histórico que considerou vocacionados apenas aqueles que seguiam a vida presbiteral ou religiosa.

Somente com o Concílio Vaticano II as diferenças entre hierarquia da Igreja e laicato foram superadas, tratando-se a todos sob o título de povo de Deus.  Essa noção de povo de Deus exprime a profunda unidade, a comum dignidade e a fundamental habilitação de todos os membros da Igreja à participação na vida da Igreja e à corresponsabilidade na missão.

Desde então, a Igreja vem dando voz e vez aos leigos. O recente Documento de Aparecida retomou e reafirmou a posição do Vaticano II. No número 211, esse Documento lembra que são duas as dimensões da vocação laical. Na primeira, os leigos são chamados a exercerem diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros.

Já a segunda refere-se à atuação dos leigos no mundo, entendido como “vinha do Senhor”, com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. O Documento lembra que essa missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades.

Claro que nenhuma experiência de missionariedade pode se dar na Igreja sem que haja uma profunda experiência de Jesus Cristo através de sua Palavra. Por isso, a Igreja insiste na animação bíblica da pastoral, o que é viabilizada através dos Grupos de reflexão. Esses grupos destacam-se por se colocarem diante da Palavra de Deus nas casas, a exemplo do próprio Cristo, que ia às casas e sinagogas para anunciar a Boa Notícia da misericórdia de Deus. Os grupos de reflexão, quando bem assumidos pelos leigos e leigas, são uma verdadeira catequese permanente.

Juntamente com os ministros ordenados, os cristãos leigos e leigas assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do Reino que Cristo Rei vem implementar.

Cláudio Geraldo da Silva, editor

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