Pastoral da Acolhida

MINISTÉRIO DA ACOLHIDA

Acolher: significa = admitir em sua casa ou companhia, receber bem, hospedar, amparar no sentido de prestar auxilio e sustentar na queda, defender, apoiar, etc.

Lembre-se, você foi acolhido por Deus: “façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26). “Antes de formar você no ventre de sua mãe Eu o acolhi,o conheci,o consagrei”, Jr 1,5. Deus te acolheu, escolheu, consagrou, ungiu, aceitou e

te aceita como você é.Prova disso: sua família, sua vida,seus dons, sua vocação, meio ambiente como presente para você e  um bilhão de possibilidades a seu dispor…

Deus te acolheu como filho através do sacramento do batismo e de tantos outros sinais de amor. Agora o importante é você se acolher, isto é: se querer bem, se aceitar, se valorizar, se respeitar, cuidar do corpo, cuidar do psíquico, do espiritual, se cuidar, etc.

Apesar das limitações, você tem milhões de qualidades e Deus te acolhe. Importante é você se acolher e saber acolher o seu irmão de fraternidade.

De vez em quando dê uma olhada no espelho, não se assuste, é você mesmo. Se enxergue e não exija do outro, o que você não pode oferecer. Não tenha inveja, não tenha medo da sombra, pois  há espaço para você e para o seu irmão/aos. Saiba que a  inveja, se não mata, fere a acolhida e a comunicação fica truncada. Não crie barreiras, construa pontes.

Faça uma análise de sua vida, procure se conhecer, se perceber e avalie suas atitudes, seus comportamentos em relação aos seus irmãos. Como querer acolher bem o povo (externo), se não se acolhe e não acolhe o irmão (interno). É fuga.

Você não pode ser um frei preguiçoso, mas não pode trocar os freis pela “pastoral”,

ou pelas “famílias amigas”. Saídas em excesso, trabalho em excesso é fuga? é rejeição? é busca de afeto? É um problema. Onde está a acolhida ao irmão/fraternidade? Como está sua relação com os seus irmãos? Como você está acolhendo? Você se sente acolhido na fraternidade/ província/diocese?

A história da igreja primitiva mostra como os apóstolos acolheram de forma diferenciada, judeus e pagãos, gregos e romanos. Eles souberam inculturar a doutrina em diferentes ambientes.  Lembre-se que em sua fraternidade, há irmãos diferentes, que  não são e não serão iguais a você nunca. Não queira moldá-los à sua imagem e semelhança. Onde está o respeito?  A acolhida, a comunicação, o diálogo, os contratos, os acertos. Abra o jogo, fale a verdade mesmo que doa e saiba que o acolhimento é um trabalho interminável e muito dinâmico, exige persistência, perseverança e criatividade.

O ministério da acolhida começa em casa, no mundo dos iguais e é aí que está o X da questão.

Jesus foi o primeiro e grande acolhedor do Novo Testamento, como provam tantos episódios do Evangelho, vejamos alguns:

TRABALHO EM GRUPO.

Pegar a bíblia e ler essas passagens onde Jesus Comunica e ACOLHE.

Conversar e depois apresentar em plenário: Quais as características/marcas/destaques da acolhida que Jesus faz? Como ele Acolhe? Escolha cinco passagens e discuta em grupo.

1.“Ao passar pela beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: “sigam-me e farei de vocês pescadores de homens”. Mc 1,16-18

2.Caminhando na beira do mar da Galiléia, Jesus viu Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca consertando as redes. Jesus logo os chamou”. Mc 1,19-20

3.A sogra de Pedro estava doente e Jesus foi à sua casa, segurou sua mão e ajudou-a a se levantar. Então a febre deixou a mulher e ela começou a servi-los. Mc 1,29-31

 4.Jesus subiu ao monte e chamou os que desejava escolher…Constituindo um grupo e doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar… Mc 3,13-19

5. Uma mulher que sofria a doze anos de hemorragia, toca em Jesus, fica curada e Jesus lhe diz: vá em paz, sua fé te curou. Mc 5,25-34.

 6.Depois de uma viagem cansativa, as pessoas trouxeram doentes para Jesus curar. todos foram curados. Mc 6,53-56

7.Na sinagoga, uma mulher que há dezoito anos sofria de um problema de coluna foi curada por Jesus. Lc 13, 10-13

8.Jesus visita Marta e Maria na cidade de Betânia, acolhe a dor da morte do irmão Lázaro e o ressuscita. Lc 11,17-27

9. À beira do poço no deserto, Jesus acolhe a samaritana. Lc 4,1-30

 

2. ACOLHIDA

  O Ministério da Acolhida é um elemento constitutivo da evangelização que revela o coração de Jesus cheio de misericórdia e de esperança. Sendo ela uma ação eclesial, o Ministério envolve a todos, pois “a evangelização é obra de todos e a unidade é a força motora de qualquer pastoral.

Assim como Deus nos acolheu como filhos pelo batismo e outras graças, devemos acolher os irmãos. Jesus foi o primeiro e grande acolhedor do Novo Testamento, como provam tantos episódios do Evangelho. O seu amor trabalha com o caráter de cada um, por exemplo: Pedro, Nicodemos, Levi, Zaqueu, Saulo de Tarso, etc. É o mesmo Jesus, o missionário do Pai que sai à procura de cada pessoa.

É importante manter em mente a quem queremos acolher, pois cada pessoa, inserida num contexto social, mantém a sua individualidade que deve ser respeitada ao ponto de ser considerada o alicerce sobre o qual se constrói a fé, a mensagem de Jesus. O Ministério visa respeitar para evangelizar a índole da pessoa, da sua cultura e do seu contexto sócio político. A História da Igreja primitiva nos mostra como os Apóstolos acolheram, de forma diferenciada, judeus e pagãos, gregos e romanos. Eles souberam inculturar a doutrina em diferentes ambientes. Hoje, nós vivemos num mundo de transformações rápidas e profundas. O nosso modo de acolher deve acompanhar este passo e encontrar estratégicas pastorais diferenciadas e adequadas à diversas situações e centros de decisões que afetam a vida do nosso povo. O Ministério da acolhida deve exercer um carinho especial para com os mais sofredores e os carentes de Deus Libertador.

 Hospitalidade é Acolhimento, é saber atender/ouvir, responder, personalizar e orientar. O acolhimento é um trabalho interminável e muito dinâmico. Exige persistência, perseverança e criatividade. A pastoral da Acolhida deve deixar transparecer que os católicos também são pessoas vitoriosas e vencedoras. Passar uma imagem real de que o Catolicismo também aprova a prosperidade, para isso são exigidas Audácia e Coragem, porque Acolher é também ir além do âmbito interno da igreja. Há necessidade de sair, ir a campo, usar a criatividade para atrair e reconquistar os católicos que se afastaram da prática religiosa. Esse é o principal objetivo do Ministério da Acolhida, atrair e conquistar cada vez mais a comunidade, cultivando o sentido de que somos uma grande Família.

O Ministério da acolhida não se trata de mais um movimento, que eventualmente ficaria na porta da igreja para receber fiéis. Quer-se promover uma mentalidade que perpasse todas as pastorais e empenhe cada fiel no sentido de acolher, com carinho e fé, os irmãos e irmãs. Nem se limitará a receber os que vêm, para lhes dar as boas-vindas e criar em torno deles um ambiente de bem-querer, mas também irá àquelas pessoas que, por uma ou outra razão, não se aproximam de nós. Sentimo-nos impelidos a ir até elas. Nesse sentido, entende-se que evangelizar é acolher. Ninguém nos pode ser estranho ou excluído.

O espírito da acolhida deve permear todos os ambientes da Igreja. Privilegiará os afastados e os que mais necessitam de carinho. Precisamos criar um espírito de família. Não de uma família esfacelada eem crise. Aprendemosdas Diretrizes da Ação Evangelizadora que a essência da vida cristã é o amor. Por isso entendemos que católico verdadeiramente praticante é quem ama. E amor necessariamente tem nome próprio. Não se amaem geral. Sãopessoas concretas, que se procuram conhecer, acolher e amar.

S. João, na sua Primeira Carta, dá a razão mais profunda de amor como essência da vida cristã. Poderíamos apelar para o mandamento de Cristo, que Ele chama de ‘novo’: como o termo mandamento, derivado de mandar, cheira a imposição, o discípulo explicita, na sua Primeira Carta: ‘Quem ama conhece a Deus’ (1 Jo 4,7). E inverte, para garantir que não exagerou nem se enganou: ‘Aquele que não ama não conhece a Deus’ (1 Jo 4,8). Isso significa que, quando alguém se professa ateu ou entra em crise de fé, o problema não é intelectual. Não se trata de idéias mal formuladas ou de argumentos racionais insuficientes. Em outras palavras: não é a cabeça que está em crise, mas o coração. Quem não crê em Deus tem o coração vazio: não ama, o que equivale a dizer: não sente e não faz uma experiência de Deus.

O próprio João nos dá a razão disso: ‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8). Ele não cabe em nossas idéias, que são finitas e tiradas das coisas sensíveis, mas cabe no amor, que é participação de sua natureza. Quem ama, pelo próprio fato de amar, faz uma experiência de Deus. Sente Deus, mesmo que não consiga exprimi-loem conceitos. Porisso tinha, razão Pascal ao refutar os racionalistas de seu tempo. Dizia que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quem experimenta sabe!

O Ministério da Acolhida leva-nos, pois, ao âmago da fé e da vida cristã. Começa em casa, entre os familiares; estende-se aos vizinhos, aos membros da comunidade e vai mais longe, para atingir os irmãos e irmãs de outras confissões religiosas, os afastados, os tristes, os sofredores… É o amor que não tem limites/fronteiras. Por ele somos capazes de dialogar com todas as pessoas e todas as instituições.

 Mas a convivência humana não é sempre pacífica. Envolve tensões, ofensas e até traições. Por isso exige não só compaixão, como também perdão. Convivemos com pessoas e instituições diferentes e, muitas vezes, contrapostas. Elas têm a missão de purificar nosso amor, tornando-o autêntico e desinteressado. Não por nada o perdão é exigência fundamental numa igreja e humanidade pecadora. Até sete vezes? Não! garante Jesus: até setenta vezes sete. E Ele mesmo põe a condição para nossa oração e o perdão por parte de Deus: ‘Perdoai-nos assim como nós perdoamos’ (Mt 6,12).

Cada irmão/irmã que se propõe a estar no Ministério da Acolhidaem uma Paróquiaprecisa ter a certeza no coração de que cada pessoa que ele acolhe é o próprio Jesus que nele se manifesta de maneira concreta.

Acolher: significa = admitir em sua casa ou companhia, receber bem, hospedar, amparar no sentido de prestar auxilio e sustentar na queda, preservar, apoiar, etc.

Todos nós precisamos aprender acolher do jeito de Jesus, que não olha o pecado mas o pecador, e agindo assim,ama aquele que chega,do jeito que chega.

Força irmãos na acolhida na nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana que sempre foi guiada pelo Espírito Santo e que suscita nos seus membros um novo ardor  e novos métodos de evangelizar.

Como frei capuchinho, acolha de coração aberto, à exemplo de São Francisco e Santa Clara de Assis.

3. ACOLHIDA

            Três horas da tarde, a sacristia da paróquia é um lugar ameno e fresco apesar do sol forte que brilha sobre a cidade. De mãos dadas e um sorriso de apaixonados, o casal de jovens se aproxima. A secretária convida-os a sentar. Com voz solene ele logo fala: “Viemos marcar o casamento”. O sorriso e um olhar de cumplicidade para a namorada sublinha a importância da declaração que acabou de fazer… Depois é a namorada que assume o comando e explica as datas e os detalhes planejados.

Quantas vezes a secretária paroquial, já viu esta cena? Quando passaram pela porta, ela já podia adivinhar, ponto por ponto, o diálogo, antecipar as perguntas.

A secretária procura participar, com alegria, do momento destes dois jovens, atendendo-os de modo especial  – estão marcando “o seu casamento”; é como receber dois filhos ou dois irmãos que trazem seus sonhos para serem abençoados pela Igreja. A forma de a secretária os acolher é o cartão postal e sinal da acolhida da própria comunidade eclesial.

O trabalho de acolher as pessoas no expediente paroquial é complexo. Muitas vezes a situação envolve dificuldades muito maiores do que ajustar os detalhes da celebração do sacramento.

O ministério da Acolhida deve estar preparado para receber e encaminhar pessoas que pouco conhecem a Paróquia e por isso podem ter preconceitos e hostilidades ou se sentem diminuídas e ameaçadas diante da estrutura eclesial.

Alguém não familiarizado com a Igreja por não reconhecer a função das pessoas ou ter dificuldades para entender os programas e processos da comunidade pode sentir-se como peixe fora d’água. A Pastoral da Acolhida através da secretária ou outra pessoa preparada neste caso, deverá explicar com alegria e paciência passo por passo.

Caso totalmente diferente é o atendimento de pessoas que já fazem parte da comunidade e que podem compreender os procedimentos de documentação necessários para a Igreja. Mas, mesmo neste caso, surgem dificuldades – às vezes a proximidade do relacionamento pessoal pode supor privilégios, exceções e dispensa de prazos. A Pastoral da Acolhida neste caso deverá, também, com paciência e alegria, solicitar a colaboração de todos.

Muitas vezes as dificuldades de relacionamento podem ter origem no próprio responsável pela comunidade que, por muitos compromissos, limites de saúde, idade ou personalidade, tem dificuldades de estabelecer uma boa comunicação com a comunidade. Esta situação vai exigir da Pastoral da Acolhida a construção de uma ponte para se manter a comunicação.

Muito equilíbrio!

No atendimento paroquial devemos levar em conta dimensões muito complexas da Igreja: administração/taxas e caridade; pastoral de direito econômico; organização e solicitude missionária…

Quem faz o ministério da Acolhida deve ter uma boa compreensão dos valores que estão em jogo para, a cada momento, fazer a escolha certa, sempre em favor da pessoa e da Comunidade que está sendo atendida.

Em qualquer instituição, o chamado “atendimento ao público” é muito importante. Os especialistasem Relações Humanaschegam a afirmar que uma pessoa bem atendida conta sua experiência para outras duas ou três; porém, alguém mau atendido reclama e conta o fato para oito ou dez pessoas.

O ministério da Acolhida é muito mais do que o “atendimento ao público” de uma empresa. É um sinal de amor da própria comunidade e portanto, todo o cuidado com as palavras, com as decisões, é pouco. A pessoa que assume este ministério da Pastoral da Acolhida deverá cultivar virtudes pessoais que a ajudam a ser simpática e acolhedora.

Há uma mística, uma forma de viver o Evangelho, que inspira o secretário e a secretária paroquial. A capacidade de manter sempre o diálogo cresce, quando comparamos nossa prática com a prática de Jesus, conversando com a mulher junto ao poço (Jo 4);  com o homem do templo (Jo 3);  com o jovem (Lc 18).

Quando o agente do ministério da Acolhida faz crescer em sua vida as qualidades do diálogo, disponibilidade, atenção, prontidão, simpatia, etc., está se preparando para ser um secretário ou uma secretária paroquial; mas está, antes, cultivando a própria vida cristã. Está anunciando e testemunhando o Reino. O ministério da Acolhida é espaço para o evangelizador e a evangelizadora, porque evangelizar é comunicar (Doc. Puebla 1063).

As várias pastorais e movimentos que constituem a vida da comunidade encontram na presença constante do plantão paroquial, um ponto de referência gerador de comunicação, articulação e animação.

Parte considerável da eficácia da coordenação de uma comunidade, pelo seu pároco, depende do bom desempenho da secretaria paroquial. Junto com todas as forças vivas da comunidade, o agente do ministério da Acolhida é responsável pela imagem pública da Igreja.

Diante de tão grave e ampla responsabilidade, o agente de pastoral deve se preparar. Profissionalmente, deve se capacitar em organização e método, em informática e relações humanas; pessoalmente, procurar desenvolver os talentos de sua personalidade no sentido da solidariedade e do diálogo; em fim, espiritualmente irá descobrindo cada vez mais a vocação missionária e evangelizadora que está como semente, em cada encontro que estabelece com os irmãos, com as irmãs e com Deus.

4. ACOLHIDA

            Utilizei dois livros muito interessantes, escritos pelo Cardeal do Rio de Janeiro: Dom Eusébio O. Scheid. O primeiro trata do Ministério da Visitação. O segundo tem o sugestivo título de MINISTÉRIO DO ACOLHIMENTO. Fiz o resumo de um dos capítulos, que posto aqui ajuda entender como exercer o ministério do acolhimento nas Celebrações, Encontros, Reuniões,etc.

a. Convite: verbal ou por escrito; ir ao encontro dos afastados.

b. Acolhida fraterna na entrada: porta de igreja (mensagens e folhetos)

c.Lugares adequados: para as crianças, idosos, pedintes, doentes.

d.Instalações sanitárias: zelar para que estejam limpas e suficientes.

e.Águas e copos: no caso de alguém precisar.

f.Local próprio para as crianças se for o caso;

g.Zelar pelo ambiente da celebração.

h.Na saída, após a celebração: despedida, agradecer presença.

i.Na própria celebração: faz parte da dinâmica da equipe de celebração; comentaristas podem criar clima de acolhida fraterna.

NA COMUNIDADE

a.Acolher os novos moradores do bairro.

b.informar sobre horários, pastorais existentes, ação social, etc.c.Estar atento aos que se mudam do bairro: despedida.

NA SECRETARIA PAROQUIAL

a.Lugar por excelência do Acolhimento.

b.O secretário/a deveria ser um ministro/a do acolhimento, ou pelo menos participar das reuniões da Pastoral da Acolhida.

c. Oferecer acolhimento diferenciado, mas igualmente cordial, para cada caso: alegres e tristes, membros da comunidade e afastados.

d. Cultivar gestos de cordialidade: cumprimentar, sorrir, mostrar interesse, ser amável, ouvir primeiro e falar depois, atender aos que chegam primeiro, não fazer distinção de pessoas, ter calma, ter postura acolhedora, atender de pé, estar trajado decentemente.

e. Evitar comportamento contra a cordialidade como gargalhadas, falar alto e de modo arrogante, usar gírias, mastigar chicletes enquanto atende, fumar durante o trabalho, usar óculos escuros, fofocas, intimidades falsas com pessoas estranhas (bem, querido, tu, etc.).

f.Ser um evangelizador e não apenas um profissional.

g.Reconhecer que é a face visível da Igreja.

h.Explicar com as palavras que forem necessárias, mas evitar longos e intermináveis discursos.

i. Não colocar a culpa de eventuais situações em outros funcionários, padres, agentes de pastoral.

j. Não emitir opiniões pessoais para se livrar de algum embaraço.

k. Atender uma pessoa por vez e se dor possível em espaço personalizado e não na frente dos outros.

l.Entregar informações gerais por escrito.

m.Responder às críticas com ponderação. Não precisa engolir em seco.

n.  Utilizar crachá de identificação. Se não sabe de algo, dizer que não sabe, mas não inventar.

 

Anexos e exemplos de outras comunidades

Como funciona a Pastoral da Acolhida

Os agentes da Pastoral da Acolhida são responsáveis pela comunicação interpessoal na comunidade. Garantem no dia a dia a Imagem da Igreja – Mãe acolhedora, e recebem em primeira mão sentimentos e desejos do povo de Deus. Procura-se cumprir a orientação bíblica: “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai” (Rom 15,7). É um trabalho de acolhimento aos irmãos para que possam se sentir melhores nas missas e encontros, estando a disposição, para cumprir com as necessidades da paróquia, promovendo a evangelização pelo testemunho dos evangelizadores..

Características dos Acolhedores

Se as normas, leis ou obrigações fizessem o bom acolhedor seria muito fácil formar uma equipe de Acolhedores, mas não é somente seguindo as normas que iremos acolher,poderemos receber bem, mas nunca Acolher.0 ato de Acolher exige DOAÇÃO, RESPEITO E AMOR (Amar o próximo como a si mesmo). Mas se deixarmos nossas equipe serem conduzida só pelo amor, a possibilidade de termos problemas serão muito grande, pois teremos o amor individual e não o amor coletivo . Para termos o amor coletivo, temos de ter respeito e compromisso a Doação.

Regras Básicas do Acolhedor

Não há necessidade de estender a mão a todos, somente aos mais íntimos. Um sorriso ou cumprimento e mais importante.Evite cumprimentar com beijos, pode inibir os não íntimos

Evite ser estrela, com atitudes de acenos ou batidas nas costas

Tratar todos com respeito e cortesia

.Conduzir até os bancos, pessoas idosas, em cadeira de rodas, carrinhos de criança, crianças no colo.

Tenta identificar pessoas que estejam de passagem ou visitando a paróquia, para serem apresentadas a comunidade (principalmente pessoas de outros paises ou estados)
Atender as crianças que estejam atrapalhando as celebrações, entretendo-as fora da nave.
Sempre chamar as pessoas de “senhor ou senhora”.
Falar ou orientar sempre em voz baixa
Evitar risadas no interior da igreja.
Jamais mascar chicletes durante a recepção
Ser pontual
Não usar óculos escuros na recepção.
Vestir-se com roupas formais e discretas
Evitar gírias.
Na despedida sempre desejar “Volte Sempre” ou “Volte mais vezes”, colocando-se junto as portas de saída.
É importante que na procissão de saída, que o caminho esteja sempre liberado e sem aglomerações..
Para o Acolhimento ser eficiente, devemos estar sempre atentos a todos os movimentos e atos ocorridos antes. Durante e apos a missa.Muitas pessoas passam necessidades, e sentem-se envergonhadas de pedir auxilio, se estivermos atentos notaremos o desconforto das pessoas, e poderemos ajudá- las. Observando as pessoas podemos identificar os paroquianos assíduos, onde é necessário criar um canal de comunicação para que todos sintam-se em casa e os visitantes sempre tenham vontade de voltar.
Dentre todas as maneiras de bem receber, não podemos esquecer que estamos fazendo a Acolhida em local publico e para isto devemos ter consciência que nem todos estão com o mesmo objetivo ou necessidades.

Segurança

Infelizmente temos que ter certos parâmetros de segurança, para que nossos paroquianos sintam-se seguros e protegidos. Nossa paróquia fica localizada na principal avenida da América do sal, e isto traz conseqüências nunca pensadas pela maioria.
É importante que ao observarmos as pessoas, possamos identificar pessoas que procuram vender coisas dentro da igreja, aplicar golpes aos menos avisados, e importunar quem esta rezando.
Nosso papel é identificar e avisar o segurança da paróquia ou o pessoal da sacristia ou secretaria.

Emergência

Num local de aglomerações de pessoas , sempre é possível ocorrer fatos que necessitem de um pronto atendimento.Para isto através de consulta ao Corpo de Bombeiro fomos orientados:
Nunca oferecer qualquer tipo de remédio (os efeitos colaterais podem matar uma pessoa).
Numa queda procurar isolar a área para que a pessoa consiga levantar-se sozinha, não havendo condições solicite o Resgate.
Num ataque epilético, proteger a pessoa, para que não se machuque, dando tempo e apoio a mesma, para que ela não se sinta envergonhada.
Nos desmaios, isolar a área para ventilar, procure recobrar os sentidos pelos métodos naturais, na persistência chame o Resgate.
E comum em lugares como igreja aparecer muitas pessoas dando palpites bem como médicos não especializados, no caso de dúvida solicite o Resgate que é o meio oficial de atendimento medico (193)
Obs. Havendo transporte da pessoa para um hospital, se ela estiver sozinha , é obrigatório o acompanhamento até a comunicação da família.

Formação do Acolhedor

Como dissemos, o amor é o principal ingrediente para Acolher, mas são necessários alguns complementos para aplicar este amor em comunidade e em grupo.
A pastoral da Acolhida segue os objetivos e propostas formuladas pela nossa Arquidiocese, participando de cursos de formação e reciclagem, onde através de palestras é passado a todos os componentes da Acolhida.

É através de palestras especificas que complementaremos nossa formação pratica e espiritual.

Como formação espiritual são incentivados os participantes a trabalhar em outras frentes de serviços tais como: Batismo Crisma, Catecismo, Curso de Noivos, Encontro de Casais, Encontro de Segunda União, Encontro Família em Botão, Encontro de Jovens, Participar de cursos de formação Bíblica, etc.
Como formação prática, são indicados livros, filmes, palestras e é mantido um informativo diário sobre os princípios da Acolhida via Internet.

 

PASTORAL DA ACOLHIDA

 

 

A Pastoral da Acolhida é um elemento constitutivo da evangelização que revela o coração de Jesus cheio de misericórdia e de esperança. Sendo ela uma ação eclesial, a pastoral envolve a todos, pois “a evangelização é obra de todos e a unidade é força motora de qualquer pastoral “(EM 60).
Os agentes da Pastoral da Acolhida são responsáveis pela comunicação interpessoal na comunidade. Garantem no dia a dia a Imagem da Igreja – Mãe acolhedora, e recebem em primeira mão sentimentos e desejos do povo de Deus. Procura-se cumprir a orientação bíblica: “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai” (Rom 15,7). É um trabalho de acolhimento aos irmãos para que possam se sentir melhores nas missas e encontros, estando a disposição, para cumprir com as necessidades da paróquia, promovendo a evangelização pelo testemunho dos evangelizadores..

 

 

PASTORAL DA ACOLHIDA (PA)DENTRO DO  PRNM

 

 

A secretária e o secretário paroquial assumindo a missão de agente de pastoral dentro do Projeto Rumo ao Novo Milênio.

 

MELHORE A AÇÃO EVANGELIZADORA DE SUA COMUNIDADE com a assessoria própria de um agente da Pastoral da Acolhida (PA),  procurando a boa comunicabilidade, habilidade de relacionamento interpessoal e o desembaraço na utilização dos recursos técnicos para o melhor desenvolvimento de seu trabalho.

 

DESCUBRA UMA IDENTIDADE NOVA EM SEU TRABALHO NA SECRETARIA PAROQUIAL. É necessário entender o que significa o “Projeto Rumo ao Novo Milênio” e inserir-se neste esforço que toda a Igreja no Brasil faz para uma nova evangelização inculturada, comprometida com os sonhos do homem e da mulher de hoje. A comunidade tem novas expectativas sobre o seu trabalho de plantão paroquial. O seu atendimento tem significado novo para a presença da Igreja na sociedade – é um ministério missionário.

 

GARANTA A SUA ATUAÇÃO COMO AGENTE DA PA assumindo, com alegria e generosidade, desafios novos da evangelização. Por isso, é necessário conhecer, cada vez melhor, a realidade da Igreja e da sociedade e, ao mesmo tempo, conhecer as características e os serviços de sua paróquia. Prepare-se tecnicamente para agilizar os trabalhos de seu dia-a-dia: informática, arquivos modernos e novas formas de organizar as anotações para se comunicar com as várias pastorais e movimentos de sua comunidade. A PA não é passiva; é uma assessoria de todas as pastorais da paróquia e a todas as pessoas da comunidade.

 

NOVO PAPEL DA PA

 

Na Igreja – povo de Deus – cada vez mais cresce a necessidade de chamar a todos como corresponsáveis pela missão de evangelizar.

O Projeto Rumo ao Novo Milênio é uma resposta da Igreja do Brasil ao convite do Papa João Paulo II para preparar o Jubileu do Mistério de Cristo – ano 2000. O centro deste projeto está na revalorização da missão dos leigos. Na Igreja, no terceiro milênio, o leigo não pode ser tratado como “ajudante” do padre ou como pessoa que só é chamada para desenvolver certas funções ou operações conforme os superiores “mandam”.

Todos somos Igreja! Todos somos responsáveis!

Esta valorização da corresponsabilidade exige uma nova posição também do secretário e da secretária paroquial. Passa de uma função operacional, com tarefas limitadas para uma missão corresponsável pela evangelização.

 

AGENTE DA PA – O QUE SIGNIFICA?

 

Quando a comunidade reconhece que um de seus membros é agente da pastoral  é porque a comunidade percebe que ele é responsável por uma parte da missão pastoral da própria comunidade. O agente da pastoral procura ter habilidade para exercer a sua missão que pode ser liturgia, catequese ou liderança de grupo. O mesmo deve acontecer com o agente da PA.

Quais são as habilidades necessárias para o agente da PA em determinada comunidade?

Para cada circunstância teremos respostas diferentes. Além das habilidades cada vez mais desafiadoras da própria rotina para o bom atendimento à comunidade, existe, também, o papel empreendedor do agente da PA.

A atenção generosa que coloca para perceber as necessidades do dia-a-dia fará que a sua atuação sempre se renove, não se acomode à rotina burocrática.

Reconheça os horizontes amplos que se abrem para você, agente da PA.

 

 

 

 

VALORIZANDO O TRABALHO EM MUTIRÃO

 

Todos reconhecemos o valor do trabalho em equipe. Quando há um bom relacionamento na comunidade paroquial, os poucos recursos disponíveis rendem e tudo pode dar certo.

O agente da PA, em seu trabalho na secretaria paroquial pode colaborar muito para a vida de comunhão da comunidade.

O agente da PA deve estar preparado para trabalhar com pessoas diferentes, deve ajudar na inte-relação com os coordenadores das atividades da paróquia e auxiliar também na relação da paróquia com o povo em geral. É preciso preparar-se para esta missão, pois o testemunho da fé acontece a partir da vivência da comunidade. O agente da PA é um facilitador das relações interpessoais da comunidade.

No atendimento ao público, ao levar e trazer informações da comunidade, o agente da PA deverá apresentar maturidade emocional que transmita segurança e facilite o sucesso do trabalho da comunidade.

Por estar bem informado e por compreender  bem o projeto de evangelização da sua comunidade, o(a) secretário(a) paroquial tem maior autonomia e, portanto, maior responsabilidade.

A missão do agente da PA não se reduz a preencher e repetir informações. Ele faz acontecer o trabalho em equipe, potencializa os recursos da comunidade, aumenta a capacidade evangelizadora da paróquia.

 

 

 

            O TRABALHO DA(O) SECRETÁRIA(O) E O PÁROCO

 

 

O agente da PA deve coordenar o próprio trabalho a partir do claro entendimento das prioridades estabelecidas pelo Conselho de Pastoral Paroquial (CPP). Caso estas prioridades não estejam claras, é hora de ajudar nesta seleção de metas e projetos da comunidade, oferecer informações e sugestões que ajudem a paróquia a se posicionar com clareza diante da comunidade.

Por exemplo, o agente da PA deve estar bem preparado a ponto de saber como e quando exigir ou dispensar a cobrança de uma taxa, aceitar ou não, naquele momento, a inscrição para um sacramento. Não é só uma aplicação de normas. O agente será responsável por decisões tomadas corresponsavelmente. Por isso, deve conhecer os processos e contribuir em toda a ação evangelizadora da paróquia.

O trabalho da(o) secretária(o) pode ajudar também no momento em que um grande evento (por ex.: festa do padroeiro) absorve toda a atenção de todos. Neste momento, é o agente da PA que mantém viva a lembrança de tantos projetos paralelos e compromissos de rotina que não podem ser esquecidos.

O perfil do novo agente da PA exige mais autonomia. Por isso deve ter mais preparo e mais coragem.

O agente da PA pode ajudar o pároco e os coordenadores a priorizarem as tarefas e os projetos de acordo com o contato direto e privilegiado que mantêm com a comunidade.

O agente da PA pode ajudar o pároco e os coordenadores a dizerem “não”, deixando claro para a comunidade, a coerência e as prioridades que foram construídas por todos.

A PA é uma atitude de serviço como propôs Jesus na última ceia. Estamos redescobrindo a dignidade, amplitude desta missão de comunicação e comunhão. Em cada paróquia, você, secretária(o) paroquial, tem uma missão muito especial!

 

 

 

Pe. Benedito Spinosa, sdb

 

Assessor nacional – CNBB

 

 

Pastoral da Acolhida

 

 “Acolhei- vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai”( Rom. 15,7).É um trabalho de acolhimento aos irmãos para que possam se sentir melhores nas missas e encontros. O objetivo da pastoral é preocupar-se em passar a imagem de comunidade bonita e acolhedora. Essa imagem está muito ligada à qualidade de recepção. Ás pessoas que vêm à nossa igreja devem voltar para casa mais felizes e agradecidas, com a sensação de que continuar participando faz bem .

Os agentes da Pastoral da Acolhida são responsáveis pela comunicação interpessoal na comunidade. Garantem no dia a dia a Imagem da Igreja – Mãe acolhedora, e recebem em primeira mão sentimentos e desejos do povo de Deus. Procura-se cumprir a orientação bíblica: “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai” (Rom 15,7). É um trabalho de acolhimento aos irmãos para que possam se sentir melhores nas missas e encontros, estando a disposição, para cumprir com as necessidades da paróquia, promovendo a evangelização pelo testemunho dos evangelizadores.. O que é Acolher?Parece fácil acolher alguém na Igreja, não é mesmo? Mas cremos que existem alguns segredos que devemos descobrir como uma espécie de tesouro escondido na comunidade.
Acolher, dizendo de forma rápida, é receber bem, e ir ao encontro de alguém. isso já é uma essência do acolhimento.Receber bem aqueles que adentram na Igreja. O acolhimento é um serviço evangélico que prestamos à comunidade e por isso deve ser disciplinado com base na palavra de Deus, que motiva e anima os acolhedores a desempenharem um bom trabalho de pastoral.A atitude de acolhimento evangélico requer tino, sensibilidade e, acima de tudo disponibilidade em atender de forma criativa a pessoa. Esse gesto é elevado à categoria de pastoral!Hoje em dia o povo vai onde se sente bem e ali permanece. A comunidade deve estar aberta a essa nova realidade, hoje não adianta mais somente fazer as coisas dentro da Igreja, é preciso sair, “ser missionário”. A equipe deve ser um grupo de pessoas ouvintes. Quem fala são aqueles que entram e a equipe deve aprender a ouvi-los. Saber ouvir é aprender a evangelizar. Esse é o nosso trabalho de pastoral, é isso que tentamos por em prática!

 

Pastoral da Acolhida

- O que é?

 é um elemento constitutivo da evangelização que revela o coração de Jesus cheio de misericórdia e de esperança. Sendo ela uma ação eclesial, a pastoral envolve a todos, pois “a evangelização é obra de todos e a unidade é força motora de qualquer pastoral “(EM 60).

- Objetivo:

Trabalhar o acolhimento aos irmãos para que possam se sentir melhores nas missas e encontros, estando  a disposição,  para cumprir com as necessidades da paróquia, promovendo a evangelização pelo testemunho dos evangelizadores.

 

 

 

Pastoral da Acolhida

Objetivo:O objetivo da Pastoral da Acolhida é receber bem todas as pessoas que chegarem à igreja para a celebração. Uma outra função muito importante é oferecer esclarecimento e informações da vida paroquial.
A Paróquia deve oferecer um espaço celebrativo que abasteça a fé dos paroquianos, mas também deve oferecer um espaço para que seus membros criem um vínculo de amizade e fraternidade. Pensando nisso, a Pastoral da Acolhida criou o momento após a missa para continuar a convivência do lado de fora da Igreja. Temos o nosso delicioso cafezinho e chá com bolo etc. No inverno o cardápio fica mais quentinho: chocolate, canjica etc. E melhor, tudo isso gratuito.

Todo a doação deste momento de convivência é uma oferta dos próprios paroquianos, inclusive o trabalho voluntários dos membros da equipe.

“Acolham-se uns aos outros, como Cristo acolheu vocês, para a glória de Deus.” Rm 15,7

 

Fonte: saopedroapostolo.com

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