“Os Sacramentinos e a Igreja de Caratinga geram mais um santo”, afirma dom Emanuel em nota de pesar pelo falecimento de padre Demerval

Autor Claudio Geraldo | Data 5 de agosto de 2019



O bispo diocesano de Caratinga, dom Emanuel Messias de Oliveira, manifestou, através de uma nota de pesar, sua solidariedade aos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora que, nesta segunda-feira, 5 de agosto, despedem-se de um dos seus religiosos mais antigos, padre Demerval Alves Botelho.

 

Na nota, dom Emanuel diz que “os Sacramentinos de Nossa Senhora e a Igreja Diocesana de Caratinga geram mais um santo”. O bispo, que louva a Deus pela vida e missão de padre Demerval, destaca algumas de suas características muito particulares: “poucos como o senhor souberam unir cultura e sabedoria, competência e simplicidade”, escreve.

 

Dom Emanuel encoraja os amigos e confrades de padre Demerval a preencher o vazio que sua ausência causa em seus corações pela fé que ele mesmo professou.

 

Abaixo a nota divulgada:

Conheça um pouco da história de padre Demerval, SDN

 

Padre Demerval Alves Botelho, SDN, nasceu em 19 de novembro de 1923, na fazenda São Geraldo, Humaitá, Mutum-MG. Filho de Manoel Botelho e Levinda Alves da Silva. Recebeu o sacramento do batismo em 17 de dezembro de 1923.

 

Concluiu o curso primário aos 13 anos (1936) na Escola Urbana de Mutum e aos 15 anos, 04/1/1939, ingressa no seminário apostólico de Manhumirim, onde fez o curso de humanidades, na época de 5 anos. Seu noviciado encerrou-se em 19 de dezembro de 1944 e fez sua profissão de fé religiosa e, 20 de dezembro de 1944.

 

Cursou durante três anos filosofia (1948-1950) e teologia dois anos (1951-1952) no Seminário Provincial Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, e mais dois anos (1953-1954) no seminário Apostólico de Manhumirim.

 

Foi ordenado presbítero no dia 7 de novembro de 1954, por Dom Cavati. Era licenciado em Letras pela faculdade de Santa Marcelina, de Muriaé (1965), e em Filosofia (1971).

 

Em 1971 fundou o jornal vocacional “Semente”, da Congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora.  Em 1959 fundou o Educandário Sacramentino em Espera Feliz e em 1965 o Ginásio Padre Júlio Maria para seminaristas, também em Espera Feliz. Recebeu os títulos de Cidadão honorário de Manhumirim e de Durandé. É também membro da Academia Manhuaçuence de Letras.

 

Na diocese de Caratinga, exerceu seu apostolado como vigário paroquial nas paróquias de Manhumirim, Espera Feliz, Mutum e Manhuaçu.  Atuou também em Belo Horizonte e em Matozinhos.  Exerceu o magistério por mais de 40 anos em vários colégios e seminários sendo professor de Português, Francês, Latim, Filosofia, Psicologia e História. Foi ainda superior Geral da Congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora por duas vezes.

 

Publicou várias obras, entre elas: História de Manhumirim (1987), Diário Missionário de Padre Júlio Maria (1991), História de Amor e Sacrifício (Congregação das Irmãs Cordimarianas – 2000), todas relançadas em outros volumes. Era articulista da Revista Diretrizes, desde 2015, escrevendo as editorias “Para que Deus me Chama”, sobre as vocações, e “Escolas da Espiritualidade”. Nos últimos anos se dedicou a cuidar do museu de Padre Júlio Maria em Manhumirim.

 

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