Nosso bispo diocesano

Dom Emanuel Messias de Oliveira

Nosso bispo, Dom Emanuel Messias de Oliveira, é mineiro da cidade de Salinas. Nasceu no dia 22 de abril de 1948. Criado numa família simples e muito religiosa, é o 3º filho do casal Deoclides e Maria Angélica, tendo mais sete irmãos. Por ordem de nascimento, seus irmãos são: Djalma e Wilson (já falecidos), Clarice, Geraldo, Amintas, Carlos, Maria de Fátima e Renato (estes dois últimos, adotivos).

Na casa de Emanuel era costume a reza do terço, com direito de abrir boca na hora de rezar. Era só começar a rezar que os irmãos começavam a abrir boca. Sua mãe rezava muito e desejava muito um filho padre. Quando ainda criança, com a idade de cinco para seis anos, sua família mudou-se para Governador Valadares. Em Valadares a vida não foi fácil. O pai, com muito trabalho, sustentava a numerosa família puxando toras da fazenda de seu irmão. Emanuel mesmo vendia jiló do quintal para ajudar nas despesas de casa. As coisas começaram a melhorar quando seu pai vendeu o caminhão e colocou uma padaria. Mais uma vez a família se unia para ajudar. Na padaria, por muitas vezes, Emanuel chegou a entregar pão naquelas bicicletas de carga com uma cestona na frente. Inclusive em suas férias como seminarista. Com a graça de Deus, os negócios prosperaram. A padaria chegou a ter 25 Kombis, distribuindo pão para cem cidades ao redor de Valadares e uma Scania para transportar trigo.

A vocação apareceu desde cedo. Ainda criança, brincava de celebrar missa. Aos 11 anos resolveu ir para o seminário. Chamou um amigo e vizinho, Júlio César Nogueira Barbosa da Gama, e foram conversar com Dom Hermínio Malzone Hugo (na época, bispo de Valadares). Chegaram diante de D. Hermínio e manifestaram o desejo de ser padre. Dom Hermínio, após ouvir atentamente o pedido, sabiamente ponderou: “Então busquem a mãe de vocês para conversarmos, porque vocês são muito pequenos”.

Assim, em 1960, Emanuel ingressa no seminário em Valadares, que ficava na casa do bispo. No outro ano, ficou externo, isto é, voltou para sua casa, continuando a estudar no Ginásio Ibituruna. Em 63, abriu-se o seminário em Valadares, lugar que hoje se chama CENTREL (Centro de Treinamento de Líderes). Com 16 anos, foi para o Seminário Menor de Mariana, de 1963 a 1965. Lá fez o quarto, quinto e sexto ano. O curso era uma espécie de curso clássico e chamava-se “Humanidades”. No Seminário Maior, também em Mariana, fez a Filosofia, de 66 a 68. Em 69, começou a Teologia e, no segundo semestre, conseguiu uma bolsa através de um amigo, Monsenhor Eustáquio, e foi estudar em Roma, onde ficou por seis anos. Lá fez Teologia, na Universidade Gregoriana, e Mestrado em Exegese Bíblica, no Instituto Bíblico.  Terminou seus estudos em novembro de 1975. Voltou para o Brasil e, em 4 de fevereiro de 1976, foi ordenado na igreja de Lourdes, em Valadares.

Depois de ordenado, Pe. Emanuel foi designado como vigário paroquial da Ilha dos Araújos, assessorando o pároco, padre Henrique, um holandês, 40 anos mais velho do que ele. Nessa época também começou a lecionar Bíblia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga. Depois de seis anos, em 1981, com a morte de padre Henrique, ficou como pároco daquela mesma paróquia. Exerceu essa função por 17 anos.

Então, num sábado, pela manhã, é chamado à cúria por Dom José Heleno (então bispo de Governador Valadares e irmão de Dom Hélio) e recebe a notícia de que fora indicado para ser bispo. Pe. Emanuel fica transtornado com a informação e procura seus diretores espirituais para se orientar. Eram eles: Pe. Pedro, de Governador Valadares; e Pe. Levy, de Caratinga. Seus diretores espirituais o animaram a aceitar. Assim, quando o Núncio Apostólico telefonou para convidá-lo a ser bispo de Guanhães, Pe. Emanuel aceitou. Sua sagração episcopal ocorreu em 19 de abril de 1998, num estádio de Valadares, com a presença de cerca de 25 mil pessoas.  Sua posse em Guanhães foi em 17 de maio do mesmo ano. Foi bispo dessa diocese por 13 anos.

Foi então que, em 26 de janeiro de 2011, recebeu uma ligação do Núncio dando-lhe a notícia de que o Santo Padre, Bento XVI, queria que fosse o novo bispo de Caratinga. Dom Emanuel aceitou esta nova missão. A diocese preparou um tríduo para todas as comunidades preparando a sua chegada. Tomou posse em nossa diocese no dia 20 de maio deste mesmo ano.

EXPLICAÇÃO DO BRASÃO DE DOM EMANUEL MESSIAS DE OLIVEIRA

O escudo está apresentado por apenas um campo chapado em vermelho, cor que representa a obrigação que aquele que a usa, em suas armas, tem em defender e socorrer os injustamente oprimidos.

No centro do escudo, em prata, estão a ovelha e o cajado do pastor. Na cor prata estão simbolizadas a esperança e a luz que o novo bispo busca em Cristo, ao mesmo tempo, cordeiro e pastor, para sustentar o seu lema: “A SERVIÇO DA MISERICÓRDIA”.

A ovelha, devido à sua candura e tolerância, é símbolo de mansidão e pureza de coração, qualidades que devem ser aprofundadas por aqueles que desejam estar a serviço da Misericórdia, a exemplo de Cristo, que num gesto de amor misericordioso, acolhe a missão que o Pai lhe confiou. Representa, também, os fiéis que serão acolhidos no serviço misericordioso do Bispo, Pastor da Igreja Particular.

O cajado, símbolo do Pastor, é imagem do Cristo BOM PASTOR, figura paternal vigilante e protetora que congrega, sem distinção, todas as ovelhas e defende principalmente os injustamente oprimidos.

Nos símbolos da ovelha e do cajado está a imagem do Cristo, AQUELE que soube verdadeiramente servir e ser misericordioso e é o fundamento do desejo de dom Emanuel Messias estar “A SERVIÇO DA MISERICÓRDIA”.

Na parte de trás do escudo, a cruz em ouro, cor que significa amor e autoridade.

Encimando o escudo, o chapéu prelatício verde com três borlas de cada lado.

Mitra Diocesana de CaratingaPraça Cesário Alvim, 156Caratinga - MG35.300-000 - (33) 3321-4600