Monsenhor Raul comemora seu 90º aniversário

Autor Claudio Geraldo | Data 9 de junho de 2019



Cinco de junho de 1929. Nesta data, em Inhapim, nasceu monsenhor Raul Motta de Oliveira. No último dia 5, foi dia de celebrar os 90 anos do padre que é conhecido pelo seu carisma, entusiasmo e fé que contagia a população.

 

Era cedo e muitas pessoas já haviam marcado presença no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, às 6h45, para a celebração eucarística em ação de graças ao aniversário de Monsenhor Raul. À tarde, a celebração eucarística foi realizada na Catedral.

 

O CHAMADO

Em entrevista ao DIÁRIO (Diário de Caratinga – periódico de publicação diária em Caratinga), monsenhor Raul relembra sua trajetória e frisa que desde criança desejava ser padre, porém na adolescência precisou abandonar o desejo pelo sacerdócio, começou a trabalhar e aprendeu o ofício de tipografia.

 

Em 1945, foi morar em Governador Valadares, onde viveu por três anos, trabalhando como tipógrafo. Foi naquela época recebeu um chamado especial de padre Othon, que lhe fez mudar de ideia. “Através do padre Othon, Deus me chamou para ser padre. Eu, de fato, depois de muita oração aceitei, graças a Deus. Foi em 1947, eu tinha 17 anos. Desejei ser padre quando era criança, mas por causa de dificuldades financeiras, minha família não podia pagar os custos do Seminário, depois desanimei. Estava já trabalhando em Valadares, tomando conta de uma gráfica, quando me encontrei com padre Othon e ele me perguntou: ‘Você gostaria de ser padre? Quem sabe, já pensou? Vamos para o seminário!’. No primeiro momento, falei: ‘Não, padre Othon. Não penso mais nisso’. Ele disse: ‘Reza então, vou rezar por você também’. Depois de muita oração, naquele ano decidi ir para o seminário. No ano seguinte já fui para o seminário de Mariana, em 1948”.

 

No dia 7 de dezembro de 2018, monsenhor Raul completou 60 anos da ordenação presbiteral, ocasião em que recebeu Moção de Louvor e Aplauso da Câmara Municipal de Caratinga. “Então, tenho 60 anos e meio de padre. Todos eles aqui dedicados a Caratinga. Trabalhei na Conceição, em Santa Bárbara, Ipanema, mas morando sempre em Caratinga. Minha vida toda foi em Caratinga mesmo”.

 

GRATIDÃO

O sentimento é de gratidão pela trajetória abençoada e pelo reconhecimento da população de Caratinga. Por onde passa, monsenhor Raul é querido e conquistou a amizade de muitos caratinguenses. “Tenho só que agradecer a Deus, claro, pedir perdão pelas faltas que a gente sempre tem. Mas, agradecer a Deus pela benção Dele, tanta amizade, tanta gente boa que me acompanhou nesse período todo, graças a Deus. É um carinho muito grande, agora mesmo essa manifestação de carinho com a missa que tivemos cedo, depois essa alegria toda das pessoas comigo. Temos que só louvar, bendizer a Deus, agradecer, pedir por todas pessoas que me acompanharam durante todo esse percurso da minha vida e que continuam me acompanhando”.

 

Ao longo das seis décadas de sacerdócio, se dedicou a diversas atividades na diocese. Atuou na formação presbiteral, em diversas funções. Trabalhou em várias paróquias, com destaque para mais de duas décadas à frente da Catedral de São João Batista. Foi vigário geral, editor da Revista Diretrizes e coordenador da equipe dos Roteiros de Reflexão. Atualmente, residindo no Seminário Diocesano, exerce a função de diretor do arquivo diocesano.

 

Com a chegada dos 90 anos, o exemplo de vitalidade, força e disposição para o trabalho marcam a vida de monsenhor Raul. Ele prossegue com suas atividades cada vez mais entusiasmado e movido pela fé. “Só pode ser a presença de Deus na vida da gente. Ainda continuo com a graça de Deus lecionando, leciono Latim no Propedêutico, ainda ontem (terça-feira) dei aula de Latim; aula de música, trabalhando ainda muito na estruturação especialmente do roteiro para os grupos de reflexão, que é ainda meu cargo, sou diretor da equipe do roteiro, um trabalho muito grande, mas que dá muito retorno para nós. O importante é continuar, graças a Deus”.

 

Ele finaliza deixando um recado para os jovens vocacionados, reafirmando que aquele sim de 1947 permanece a cada dia mais forte em seu coração. “Vale a pena ser padre. A maior alegria da minha vida é a de ser padre, embora com muitas falhas, sempre procurei com as graças de Deus viver o meu sacerdócio, fazer o bem a todos, ricos e pobres, levar sempre a palavra de Deus para todas as pessoas. É a maior alegria que temos na vida, graças a Deus e eu vivi essa alegria durante todo esse período do meu sacerdócio”.

 

Texto e fotos reproduzidos do Diário de Caratinga, edição de 6 de junho de 2019.

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