Maria é o símbolo da perfeita harmonia entre o homem e Deus

Autor Claudio Geraldo | Data 2 de maio de 2019



Na revista Diretrizes, setembro de 2016, ed. 900, escrevi sobre o “Meu modo de rezar a Salve Rainha”. No texto, relato meu modo todo particular de rezar esta oração. Inicio com as seguintes palavras: “Salve, Rainha, Mãe da misericórdia, da vida, da doçura e da esperança nossa, salve! A vós louvamos nós, os discípulos missionários do vosso Filho; a vós suplicamos vossa poderosa intercessão, como o fizestes nas Bodas de Caná. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e, depois desta vida, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

E continuo dando a seguinte explicação: “As palavras em negrito (pretinhas) são as novidades que apresento. Por que estas mudanças? A primeira frase é uma correção teológica, restabelecendo a esta belíssima oração mariana a centralidade de Cristo. É Cristo que é o rosto misericordioso do Pai. Cristo é a misericórdia, a Vida, a nossa Esperança. Quem é Maria?  Ela é a Mãe. A mãe da misericórdia, da vida e da esperança nossa, que é Cristo. Chamar Maria de doçura nada mais lindo, mas os outros atributos pertencem só a Cristo. Cristo é o centro da nossa vida. Sem Ele Maria e todos os santos perdem o sentido. É Cristo que nos salva com seu sangue derramado na cruz. Ele é o nosso salvador. Maria é a mãe, a mais bela de todas as mulheres, a Mãe do Salvador.   Ela pode interceder por nós como fez nas Bodas de Caná. Ela merece está linda oração da Salve Rainha. Mas lá, nas Bodas de Caná, ela teve o cuidado de dizer: “Fazei tudo o que Ele (Jesus, o Cristo) vos disser. É Ele que tem a palavra. É Ele a própria Palavra eterna do Pai, através da qual tudo foi feito”.

 

O papa Bento XVI em sua viagem apostólica ao Brasil por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em sua homilia durante a Santa Missa celebrada no Campo de Marte no dia 11 de maio de 2017 disse: “A Virgem Puríssima, que concebeu em seu seio o Redentor dos homens e foi preservada de toda mancha original, quer ser o sigilo definitivo do nosso encontro com Deus, nosso Salvador. Não há fruto da graça na história da salvação que não tenha como instrumento necessário a mediação de Nossa Senhora”.

 

Ela é nossa medianeira. Por Maria, Jesus Cristo veio ao mundo para nos salvar. Ela, através de seu Fiat, passa a ser cooperadora da redenção da humanidade.  Deus escolheu ter uma mãe humana e manter-se sob seus cuidados durante parte de sua vida terrena. Não é difícil concluirmos que essa maternidade divina continua no Céu.

 

Com a cooperação da Virgem Santíssima, querido leitor, todos nós podemos responder, sem vacilar, ao chamado de Deus e cumprir a nossa missão neste mundo. Ela é o verdadeiro símbolo da perfeita harmonia que deve existir entre a vontade de Deus e a nossa resposta aos planos do Pai.

 

Dom Emanuel Messias de Oliveira

Bispo diocesano de Caratinga

 

Mitra Diocesana de CaratingaPraça Cesário Alvim, 156Caratinga - MG35.300-000 - (33) 3321-4600