Maria, a Mãe da evangelização

Autor Redacao | Data 1 de junho de 2020



O Papa Francisco, no final da Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, se direciona a Maria como a Mãe da Igreja evangelizadora. Disse ainda que Maria, assim como o Espírito Santo, sempre está no meio do povo. Maria é a Mulher que percorre toda a história da salvação, do Gênesis ao Apocalipse. Ela é a Mulher que vence a Serpente, que havia vencido a mulher:  Maria é a Virgem que o profeta anunciou que haveria de conceber e dar à luz um Filho, cujo nome é Emanuel. Através dela recebemos a salvação e nos libertamos dos pecados. É a mulher revestida de sol.

 

Maria é a Mãe da Igreja por ser a Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico. Durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI declarou solenemente que: “Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores” (21 de novembro de 1964). Em 30 de junho de 1968, no Credo do Povo de Deus, ele repetiu essa verdade de forma ainda mais forte: “Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”. Através de Maria podemos entrar na intimidade dos mistérios de Cristo. Ela é mãe e somente a mãe é capaz de conhecer com profundidade o que ocupa o coração do filho.

 

Ao pé da cruz, Cristo nos conduz a Maria. Ele não quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem materna, lemos todos os mistérios do Evangelho. Não é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja uma presença feminina. Maria é aquela que transformou um curral em abrigo para o Rei dos reis; uma simples manjedoura, um simples estábulo, em uma imensidão de amor e ternura. Pense; quantas e quantas Marias existem espalhadas por aí, levando o amor em meio às adversidades. Ela é a amiga dedicada que vai ao encontro dos que necessitam e roga por eles quando o vinho lhes falta. É quem recebe em seu coração uma espada de dor e conhece as fragilidades da humanidade. É a justiça e a esperança dos que sofrem e a companheira fiel na caminhada desta vida. Luta conosco e não cansa de nos aproximar do amor de Deus.

 

Em Maria, principalmente quando refletimos com atenção o Magnificat (Lc 1,39-56), percebemos que o pequeno se faz grande. Sempre que olhamos para Ela conseguimos crer na força existente nos atos de ternura e afeto. Deus usa sua Serva para operar maravilhas em favor dos humildes e realiza grandes obras. Através dela faz chegar sua misericórdia a todos os que o temem.  E, por ela, dispersa os autossuficientes e soberbos e nivela os homens, derrubando os poderosos e elevando os humildes. Em Maria vemos que a ternura e a humildade não são fraquezas, mas virtudes dos fortes.

 

Se voltarmos os nossos olhos para a Virgem da evangelização conseguiremos, mesmo em meio às adversidades da vida, ser fortes para levar a todos um pouco de ternura. Procuremos a cada dia imitar seu amor-serviço e assim sermos modelos de evangelizadores.

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