História da diocese

A Diocese de Caratinga localiza-se no leste do Estado de Minas Gerais, nas regiões chamadas Zona da Mata e Zona do Rio Doce, fazendo divisas com os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Limita-se ao Norte com a Diocese de Governador Valadares (MG); ao Sul, com Leopoldina (MG) e Campos (RJ); a Leste com Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Arquidiocese de Vitória (ES); e, a oeste, com Itabira-Fabriciano (MG) e Arquidiocese de Mariana (MG).

Os gnaisses bastante presentes na região, intercalados por rochas básicas, são responsáveis pelo seu solo vermelho-amarelo, com elevados teoresde óxido de ferro, próprio para o cultivo do café.

A região é muito montanhosa, abrigando especialmente a Serra do Caparaó, onde está situado o terceiro pico mais alto do Brasil, o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude.
O café é o principal componente econômico desta região. Nos fundos de vales, predominam os cultivos temporários (milho, feijão, arroz, horti-granjeiros) e, nas encostas, muitas pastagens para o gado bovino.

A região possui pequenas florestas, capoeiras, pastagens e lavouras. Temos ainda algumas reservas florestais da Mata Atlântica, onde se encontram variedades de fauna e flora em extinção. Um terço da população remanescente dos mono-carvoeiros Muriquis, o maior primata do continente americano, se encontra na Estação Biológica de Caratinga.

O clima da região é ameno, situando-se numa média de 20º a 30º, numa zona marcadamente tropical. Há predominância de dois períodos bem distintos, um chuvoso e outro seco.
O subsistema hidrográfico desta região de Minas Gerais compõe-se de rios que desaguam diretamente no Oceano Atlântico. A parte sul da Diocese, região de Carangola, pertence à bacia do Rio Paraíba; e o centro e norte, à bacia do Rio Doce.

O povoamento da região da Diocese de Caratinga se deu na segunda metade do século XIX, iniciando-se pela parte sul, onde se situam as paróquias de Tombos (1852), São Francisco do Glória (1858) e Carangola (1866). Depois, vieram as paróquias da parte central: Santa Margarida (1866), Manhuaçu (1875) e Simonésia (1877). A região do extremo norte, às margens do Rio Doce, era ainda habitada por tribos indígenas, os ferozes botocudos e, ao centro, os mansos puris. A região da cidade de Caratinga teve seu povoamento iniciado em 1841, passando-se a Paróquia em 1873 e, a cidade, em 1892.

A Diocese de Caratinga foi criada pela Bula do Papa Bento XV, Pastorale Romani Pontificis Officium, de 15 de dezembro de 1915, toda ela desmembrada da Arquidiocese de Mariana. Foi instalada aos 7 de março de 1920, com a posse de seu primeiro Bispo Diocesano.

Bispos Diocesanos de Caratinga

1. Dom Carloto Fernandes da Silva Távora, nascido em Jaguaribe-Mirim, Ceará, a 18/12/1863, ordenado presbítero a 2/7/1889, ordenado bispo a 25/1/1920, esteve à frente da Diocese de 7/3/1920 a 27/11/1933, quando faleceu de acidente automobilístico. Foi o Bispo Missionário.
2. Dom José Maria Parreira Lara, nascido em Rezende Costa, Minas Gerais, a 3/6/1885, ordenado presbítero a 18/4/1911, ordenado bispo a 11/2/1925, dirigiu a Diocese de 6/1/1935 até seu falecimento, dia 8/8/1936, quando realizava visita pastoral, na Paróquia de São Manoel, de Mutum. Foi o Bispo das Crianças.
3. Dom João Batista Cavati, CM, nascido em Todos os Santos, Espírito Santo, a 5/5/1892, ordenado presbítero a 20/3/1920, ordenado bispo a 30/10/1938, dirigiu a Diocese de 13/11/1938 a 30/10/1956, quando o Santo Padre aceitou seu pedido de renúncia por motivo de doença. Foi o Bispo das Vocações Sacerdotais e das Escolas Católicas. Faleceu na sede da Diocese, com 92 anos de idade, na época o mais velho do Brasil, a 30/6/1987.
4. Dom José Eugênio Corrêa, nascido em Lima Duarte, Minas Gerais, a 30/5/1914, ordenado presbítero a 26/10/1941, ordenado bispo a 10/11/1957, dirigiu a Diocese de 12/12/1957 a 6/12/1978, quando o Santo Padre aceitou seu pedido de renúncia. Criou o atual Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário e deu grande impulso à catequese de adultos e a toda a vida religiosa da Diocese. Foi o Bispo do Concílio e das Comunidades. Faleceu em 28 de janeiro de 2010, em Juiz de Fora, onde residia desde sua renúncia em 1978.
5. Dom Hélio Gonçalves Heleno, nasceu a 18/5/1935, em Cipotânea, MG, Brasil. Filho de José Francisco Heleno e Maria Francisca de Almeida. Fez seus estudos em sua terra natal e no Seminário Menor de Mariana (Ensino Médio). Curso de Filosofia (1955-1957) e de Teologia (1958-1961), no Seminário Maior São José, em Mariana, MG. Foi ordenado Presbítero aos 3/12/1961, em Mariana, por Dom Oscar de Oliveira. Exerceu o ministério presbiteral, como Vigário Cooperador, na Paróquia de Entre Rios de Minas (1962-1965), Pároco de São Pedro dos Ferros (1966-1971) e Pároco de São Manoel do Rio Pomba (1972-1978), todas na Arquidiocese de Mariana. Em São Manoel do Rio Pomba foi Vigário Forâneo. Revalidou seus estudos filosóficos na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei, MG, com registro em Filosofia, Sociologia e História (1972). Foi eleito Bispo Diocesano de Caratinga, aos 27/11/1978. Recebeu a sagração episcopal aos 22/2/1979, em São Manoel do Rio Pomba.Tomou posse, em Caratinga, aos 24/03/1979. Seu lema: Propter Regnum Dei (Por causa do Reino de Deus). Dom Helio faleceu em 4 de setembro de 2012, em Caratinga.

Nos seus 32 anos no governo da diocese, dom Hélio ordenou 65 padres, 50 deles pertencem ao clero de Caratinga. Criou 9 paróquias: Ipaba, em 1989; Santana do Manhuaçu, em 1992; Bom Pastor, Manhuaçu, em 1992; Senhor Bom Jesus, Caratinga, em 1994; Córrego Novo, em 1995; São Domingos das Dores, em 1998; São João do Manhuaçu, em 1999; Vilanova, em 2007; e São Judas Tadeu, Limoeiro, Caratinga, em 2009. Além disso, fez 320 visitas pastorais e 141.518 crismas.

6 – Dom Emanuel Messias de Oliveira. Em 16 de fevereiro de 2011, o Sumo Pontífice, Bento XVI, aceitou a renúncia de dom Hélio e nomeou seu sucessor, dom Emanuel Messias de Oliveira, até então bispo de Guanhães (MG). Dom Emanuel assumiu a diocese em 20 de maio de 2011. Conheça-o melhor, clicando aqui.

A população da Diocese de Caratinga compõe-se de uma pequena classe mais privilegiada, formada de comerciantes atacadistas, grandes fazendeiros, profissionais liberais e alguns poucos industriais. A classe média, que é a maioria, compõe-se principalmente de comerciantes, funcionários públicos, bancários, professores e professoras, proprietários de pequenas lavouras de café, horti-granjeiros, empregados de comércio e de indústria, operários. E a classe de remediados e pobres, composta de operários braçais, semi-empregados e desempregados. Na época da apanha de café (maio a agosto), um grande número de homens e mulheres de todas as idades, se emprega, conseguindo um bom salário
Os sindicatos e cooperativas, existentes em todas as paróquias, colaboram para a melhoria da situação das pessoas.

A Diocese de Caratinga acha-se situada em uma região privilegiada, com terras férteis, com as propriedades rurais bem distribuídas, não havendo grandes latifúndios, facilitando, assim, uma melhor distribuição de renda. Não temos grandes indústrias. Predomina a agropecuária: muitas lavouras de café, grande produção de horti-fruti-granjeiros e de leite.
As Paróquias se sustentam bem, com a participação de todos os fiéis, principalmente com a introdução do sistema do Dízimo.

As grandes facilidades para crianças e jovens estudarem, tanto nas cidades como nas zonas rurais, têm feito crescer bastante o nível cultural em todas as regiões desta diocese. Com a instalação de faculdades em quase todas as cidades de médio porte, a cultura do nosso povo tem crescido a olhos vistos. Um exemplo é Caratinga, que possui o Centro Universitário de Caratinga (UNEC), com 27 cursos de graduação e 13 de pós-graduação; e as Faculdades Integradas de Caratinga (FIC), com 8 cursos de graduação e 7 de pós-graduação. Existem ainda outras faculdades, especialmente em Carangola e Manhuaçu, todas particulares.

Mitra Diocesana de CaratingaPraça Cesário Alvim, 156Caratinga - MG35.300-000 - (33) 3321-4600