Experiência piloto que deu origem à Campanha da Fraternidade teve início em 1961

Autor Claudio Geraldo | Data 6 de março de 2019



Todos os anos, a Igreja no Brasil mobiliza todas as comunidades e paróquias a viver, no período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Esta campanha teve início em 1961, quando três padres que trabalhavam na Cáritas Brasileira, um dos organismos da CNBB, planejaram uma campanha para arrecadar recursos a fim de financiar as atividades assistenciais da instituição. À essa ação, eles batizaram de “Campanha da Fraternidade”. Na Quaresma de 1962 foi realizada pela primeira vez a Campanha da Fraternidade na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

 

Devido ao bom êxito da experiência, no ano seguinte 16 dioceses do Nordeste também realizaram a campanha em suas comunidades. Esse projeto foi o embrião para a concepção do projeto da Campanha da Fraternidade que, mais tarde, seria assumida como uma ação da Igreja no Brasil como gesto concreto no período da Quaresma.

 

A Campanha da Fraternidade e o Concílio Vaticano II


Para estender a Campanha da Fraternidade a todas as dioceses do Brasil, era necessário fundamentar e estruturar seu projeto. Também em 1962 teve início na Igreja Católica o Concílio Vaticano II – reuniões nas quais os prelados discutiram e regulamentaram vários assuntos da Igreja. E essa foi a oportunidade que a Igreja no Brasil encontrou para conceber e estruturar melhor o projeto da Campanha da Fraternidade.

 

Ao longo de 4 anos seguidos, os bispos participaram em Roma das sessões do Concílio (1962 a 1965) e de inúmeras reuniões, diversos estudos e momentos de trocas de experiências. E foi assim, sob o espírito renovador do Concílio, que definiram o que seria a Campanha da Fraternidade para toda a Igreja no Brasil. Porém, não apenas isso: o tempo do Concílio foi oportuno também para a concepção e estruturação do Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial.

 

Adesão das Comunidades Brasileiras


Depois de os padres terem estruturado e organizado como aconteceriam as Campanhas da Fraternidade, alguns passos foram determinantes para estabelecê-la como uma ação nacional.

 

20 de dezembro de 1964 – Os bispos brasileiros aprovaram o texto que fundamentava a ação. O documento recebeu o nome de Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo episcopado em Roma.

 

1965 – Cáritas e a Campanha da Fraternidade passaram a estar vinculados diretamente ao Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Desde então, a CF passou a ser coordenada pela CNBB. Durante a transição foi ajustada a estruturação básica das campanhas.

 

1967 – A CNBB passou a redigir um subsídio mais completo para a Campanha da Fraternidade, ano após ano. Também em 1967 tiveram início os encontros nacionais da Coordenação Nacional e encontros de coordenações regionais da CF.

 

1970 – A Campanha da Fraternidade passou a ter o apoio do Pontificado Romano. Desde então, todos os anos o papa publica uma mensagem transmitida pelos meios de comunicação dando apoio apoio.

 

1971 – A presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral passaram a participar também dos encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da Campanha da Fraternidade.

 

Despertando a solidariedade, a consciência e ação social


Desde a sua primeira ação, em 1962, até os dias de hoje, a Campanha da Fraternidade é uma ação ampla de evangelização realizada anualmente no tempo da Quaresma. O principal objetivo é despertar a solidariedade dos cristãos e da sociedade a respeito de um problema real que atinge a sociedade brasileira, buscando caminhos e soluções para enfrentar e solucionar tais problemas.

 

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