Conheça um pouco sobre o diácono José Francisco, o primeiro diácono permanente na diocese

Autor Claudio Geraldo | Data 9 de junho de 2019



Durante a celebração da Missa do Crisma e da Unidade Diocesana deste ano, no dia 18 de abril, o bispo diocesano, dom Emanuel Messias de Oliveira, apresentou à comunidade diocesana o diácono José Francisco da Silva, primeiro diácono permanente a atuar na diocese de Caratinga. Na mesma ocasião, o chanceler da cúria, padre Agrimando José Teixeira, realizou a leitura da provisão, designando-o para o exercício de seu ministério diaconal na Paróquia de São Sebastião, de Inhapim, onde está residindo atualmente.

 

O diácono José Francisco, de 52 anos, é natural de Água Doce, no ES. É o sétimo de oito filhos do casal Edgar Francisco da Silva e Zeferina de Paula da Silva. Casado há mais de 30 anos com Sônia da Consolação Silva, com quem tem um casal de filhos: Vinícius Tiago da Silva, de 30 anos, e Aline Consolação da Silva, de 26 anos.

 

Graduado em geografia e análise ambiental, pela UniBH, e pós graduado em Ensino Religioso Escolar, pelo Centro Universitário Claretiano, José Francisco fez também curso de teologia para diáconos permanentes, pela PUC Minas.  Profissionalmente, dedica-se ao magistério, à agricultura e à construção civil.

 

O diácono conta que, desde criança, recebeu sólida formação cristã, sendo que já na adolescência era assíduo na catequese, no grupo mini jovem, no grupo vocacional e no grupo de jovens. Foi ainda catequista. Chegou a ser aspirante, durante alguns anos, na Ordem dos Padres Jesuítas.

 

Narrando sua história vocacional, que culminou na ordenação diaconal, José Francisco lembra que há cerca de nove anos teve a oportunidade de dedicar-se mais à Igreja, através do propósito de se tornar diácono permanente. “Assim como aconteceu com os discípulos de Emaús, o meu coração começou a queimar e eu sentia uma inquietação muito grande. Sentia que Deus queria algo a mais de mim”, disse.

 

Naquela época, conforme ele relata, já existia uma articulação na arquidiocese de Belo Horizonte, onde residia, sobre o diaconato permanente. “Um amigo meu, da paróquia onde eu participava, estava envolvido nessa articulação e um dia ele comentou comigo que esse projeto havia sido aprovado. Como eu já tinha uma caminhada longa de comunidade e sentindo que esse desejo crescia a cada dia, escrevi uma carta ao meu pároco. Na época era o padre Edson Zanni. Fui chamado a participar dos encontros vocacionais, depois dos encontros propedêuticos e, por fim, do curso de formação na Escola Diaconal São Lourenço, na PUC Minas. Depois de quatro anos de caminhada, em 22 de novembro de 2014, fui ordenado diácono permanente pela imposição das mãos de dom Walmor Oliveira de Azevedo, no Santuário, hoje basílica, de Nossa Senhora da Piedade”, relatou.

 

Ao longo desses quase cinco anos de ministério ordenado, o diácono José Francisco tem zelado pela obediência ao bispo e atenção às necessidades da Igreja. “Lá na arquidiocese de BH, eu atuava na Paróquia Maria, Mãe dos Pobres, em Betim, onde eu morava. Ajudava o pároco nas mesas da Palavra e da Eucaristia, além de acompanhar os retiros para pastorais e assistir batizados e casamentos. Ajudava também nas celebrações de exéquias”, contou.

 

“Ao longo do curso de formação e durante esses quatro anos de ordenação, o pároco e padrinho de ordenação, padre Nilson Moreira Santana, foi muito importante na minha caminhada, orientando aconselhando e ensinando”, lembra o diácono José Francisco.

 

No campo pastoral, o diácono, que também foi conselheiro da Comissão Arquidiocesana de Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Belo Horizonte, tinha como missão articular equipes missionárias de visitação paroquial, ajudar no fortalecimento e crescimento da rede de comunidade, dos círculos bíblicos, dos grupos de famílias, na leitura orante da Palavra de Deus, com especial atenção à realidade de vilas e favelas, além de dedicar-se a uma metodologia de evangelização em edifícios.

 

Tendo o diácono se mudado para o município de Inhapim, no início deste ano, dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, fez especial pedido para que dom Emanuel o acolhesse na diocese de Caratinga. Atendendo ao pedido, dom Emanuel deu-lhe uso de ordens e o designou para o exercício de seu ministério na Paróquia de São Sebastião, de Inhapim.  “Espero, como servo, também poder contribuir para o projeto do Reino de Deus nessa diocese, assim seja, amém!”, concluiu o diácono.

Diácono José Francisco, acompanhado de seus filhos, nora e esposa.

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