Competências necessárias ao perfil de um Presidente do Brasil, por dom Murilo Krieger

Autor Claudio Geraldo | Data 31 de agosto de 2018



A pessoa que deseja ocupar o cargo máximo do poder Executivo no Brasil, a Presidência da República, precisa ser firme quando enfrentar situações em que estejam em jogo a justiça, a solidariedade e a paz no Brasil. Esta é uma das características que o arcebispo primaz de Salvador (BA) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Krieger, destaca ao apontar um conjunto de competências, qualidades e atitudes ético-morais que precisam constar no perfil do candidato ou candidata a ser eleito pela população brasileira nas próximas eleições gerais de outubro.

 

“Precisa ser um Estadista e, ao mesmo tempo, alguém sensível à situação do povo, especialmente dos mais necessitados”, apontou. Qualidades como “grande cultura geral”, “capacidade de coordenação” e “uma grande disposição ao trabalho” também foram enumeradas como essenciais ao perfil de um ou uma Presidente da República.

 

Dom Murilo em apresentação do ranking internacional da corrupção em reunião do Consep de junho 2018. Foto: CNBB/Matheus de Souza

O arcebispo de Salvador também apontou o diálogo e a capacidade de se relacionar com todos como capacidades indispensáveis e necessárias para exercer a chefia do maior posto do Executivo. É importante, segundo dom Murilo, que este candidato seja uma pessoa transparente e não governe pensando na reeleição.

 

“É necessário que um presidente saiba cercar-se de pessoas incapazes de exercer suas responsabilidades pensando em si, nos seus ou no seu partido”, disse. Em sua avaliação, o  presidente a ser eleito nas próximas eleições gerais precisa ser alguém que ame o Brasil e o coloque no centro de sua atuação política.

 

Expectativa para o “Debate de Aparecida” – Dos candidatos que vão participar do debate que a CNBB promove dia 20 de setembro, em Aparecida (SP), o vice-presidente da entidade disse esperar propostas claras, coerentes e exequíveis. Para o religioso, muitas promessas feitas pelos candidatos são meros sonhos nos quais nem mesmo eles acreditam.

 

“Que os candidatos digam de onde vão tirar os recursos para fazer o que prometem; o que farão para tornar o país mais ágil (pense-se nas filas de postos médicos, na burocracia para se fazer qualquer coisa, numa máquina pública que parece viver para justificar sua própria existência, de forma autofágica)”, considerou. Dos telespectadores, o arcebispo diz esperar um maior senso crítico, menos emocionalismo e apoios por convicção e não por ideologia.

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